VAMPETA: uma figura controversa dentro do futebol

                  Marcos André Batista Santos nasceu dia 13 de março de 1974, na cidade de Nazaré das Farinhas – BA. Vampeta sempre foi uma figura controversa, e sua vida esteve seguidamente marcada por escândalos e polêmicas. Seu apelido traz um pouco da sua história que vem dos tempos de criança pelo fato de não ter os dois centroavantes na boca, que ocorreu durante uma briga com sua avó por causa de um saco de farinha da Dona Benta, recebeu o apelido de Vampiro, mas também por ser um menino serelepe que adorava roubar os remédios via anal que sua mãe usava para comprar pó (vício que tem até hoje), era chamado de Capeta, juntando tudo dá Vampeta (só mesmo no Nordeste para alguém ter um apelido desses).

                 Vampeta é casado e tem filhos, já pousou nú numa revista destinada ao público gay – G Magazine, invadiu um hotel e bateu num colega de profissão por supostamente  ter  assediado  sua  esposa  e  até  deu  cambalhota  na rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, quando nossa seleção sagrou-se pentacampeã mundial e foi recebida pelo nosso então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

COMEÇO DE CARREIRA

                 Começou sua carreira no Vitória, da Bahia, onde após três anos nas categorias de base, jogou profissionalmente entre os anos de 1993 e 1994, quando foi vendido ao PSV da Holanda, onde disputou a temporada 94/95.  Por lá jogou poucas partidas e retornou ao Brasil para jogar no Fluminense, também por empréstimo. Em 1997 voltou ao PSV da Holanda. Nesta segunda passagem pelo clube, foi campeão na temporada e considerado o melhor volante do campeonato. Em 1998 retorno ao Brasil, numa transferência em definitivo para o Corinthians.

CORINTHIANS

                Vampeta chegou no Corinthians em 1998 e sua estréia com a camisa do alvinegro aconteceu no dia 2 de março, quando o Corinthians empatou com a Ponte Preta em 1 a 1 num jogo amistoso realizado na cidade de Serra Negra, interior de São Paulo. Neste dia o Timão jogou com; Maurício, Fábio Augusto (Romeu), Cris (Célio Silva), Gamarra e Silvinho; Marcelinho Paulista, Vampeta (Índio), Souza (Edu); Marcelinho Carioca, Renaldo e Fernando Diniz. O técnico era Vanderlei Luxemburgo e o gol corintiano desta partida foi anotado por Gamarra.

               Com a saída de Luxemburgo, quem assumiu o comando técnico foi seu auxiliar Oswaldo de Oliveira, que dava início a uma época de ouro para o Sport Clube Corinthians Paulista. Ainda em 1998 ficou com o vice campeonato paulista, mas sagrou-se Campeão Brasileiro, depois de derrotar o Cruzeiro por 2 a 0, gols de Edilson e Marcelinho Carioca. No ano seguinte repetiu a dose e conquistou novamente o título brasileiro, desta vez a vítima foi outro clube mineiro, o Atlético, após um empate de 0 a 0.

               Mas neste ano de 1999, o Corinthians conquistou também o título paulista. E para coroar aquela boa fase, o Corinthians de Vampeta, Rincon, Marcelinho Carioca, Ricardinho e tantos outros, conquistou o Campeonato Mundial de Clubes da FIFA em 2000, depois de um jogo dramático contra o Vasco da Gama no Maracanã.  O jogo terminou no seu tempo normal em 0 a 0. Veio a prorrogação e o placar não foi alterado, sendo assim, somente o pênaltis poderia decidir. E não deu outra, Corinthians venceu por 4 a 3. Marcaram para o Timão: Rincon, Fernando Baiano, Luizão e Edu, enquanto que para o Vasco marcou: Romário, Alex Oliveira e Viola. Não marcaram; Marcelinho Carioca para o Corinthians e Gilberto e Edmundo para o Vasco.

               Graças às suas boas atuações naquela época, Vampeta foi convocado pela primeira vez a Seleção Brasileira em 1999, quando conquistou a Copa América. Em 2002, foi novamente convocado, desta vez para participar da Copa do Mundo, que foi realizada pela primeira vez em dois países, ou seja, Japão e Coréia do Sul. Vampeta não chegou a participar de nenhuma partida, mas com a camisa da nossa seleção, disputou 42 jogos, marcando dois gols, sendo eles na mesma partida, contra a Argentina pelas eliminatórias para a Copa de 2002.

               Retornou ao futebol europeu na temporada 2000/2001, atuando pela Inter de Milão e depois pelo PSG, da França. Mas a saudade do Brasil, fez com que retornasse e acabou encurtando sua nova passagem pelo futebol europeu.  Veio jogar no Flamengo, um clube que na época estava numa terrível situação financeira, e Vampeta se referiu a esta passagem pelo rubro-negro carioca: “Eles fingiam que me pagava e eu fingia que jogava”. Em 2002, retornou ao Corinthians, desta vez dirigido por Carlos Alberto Parreira, e a rotina de títulos.

               Foi campeão da Copa do Brasil, ao derrotar o Brasiliense, foi campeão do Torneio Rio-São Paulo e vice-campeão brasileiro. No ano seguinte Vampeta foi mais uma vez campeão paulista, onde foi um dos destaques do time. Depois machucou-se seriamente e ficou afastado dos campos de futebol durante oito meses. Sem Vampeta, o time do Corinthians, dirigido por Geninho, foi desclassificado da Libertadores de 2003 e fez uma das piores campanhas do time paulista no brasileirão do mesmo ano.

               O técnico Geninho acabou saindo e entrou em seu lugar o ex jogador Juninho Fonseca. Porem, a amizade entre ele e Vampeta não era das melhores, o que acabou provocando a saída conturbada do jogador. A última partida de Vampeta pelo Corinthians aconteceu no dia 14 de dezembro de 2003, quando o Corinthians foi derrotado pelo Grêmio por 3 a 0 pelo campeonato brasileiro. Com a camisa do alvinegro de Parque São Jorge, Vampeta disputou 248 partidas, venceu  122, empatou 59 e perdeu 67. Marcou 17 gols. Nestes cinco anos sagrou-se Campeão Mundial, conquistou o titulo brasileiro em 1998 e 1998, a Copa do Brasil em 2002, o Torneio Rio-São Paulo em 2002 e o título paulista em 1999 e 2003.

FINAL DE CARREIRA

               Depois que deixou o Corinthians, Vampeta retornou ao clube que o revelou, o Vitória da Bahia, onde ficou por apenas seis meses. Foi jogar no Oriente Médio, mais precisamente no Kuwait, jogando pelo Al Salmiya Club, onde foi campeão do Torneio Al-Khurafi. Em 2005, retornou ao futebol brasileiro, para jogar no Brasiliense, onde reencontrou o ex-companheiro Marcelinho Carioca. A equipe de Brasília disputava pela primeira vez a Série A do futebol brasileiro, mas o time acabou sendo rebaixado no final da temporada. 

               Em 2006, foi contratado pelo Goiás para disputar a Libertadores da América. Foi campeão goiano e teve o contrato rescindido em agosto do mesmo ano. Em 2007 retornou ao Corinthians, mas desta vez não conquistou nenhum título, mas sim muitas tristezas, pois foi rebaixado para a Série B do futebol brasileiro. Em 2008, foi anunciado como reforço do Juventus da capital paulista, para disputar o Paulistão, mas novamente sentiu a dor de mais um rebaixamento para a segunda divisão. Depois destas desilusões, resolveu encerrar a carreira e começou a trabalhar como empresário e treinador. 

               Em 2010, num acordo com seu ex-clube Corinthians, assumiu o comando do Nacional da capital paulista, que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, equivalente à quarta divisão. Assim, a base da equipe é formada pelos jogadores que disputaram a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Durante a Copa de 2010, trabalhou como comentarista esportivo na TV Bandeirantes, junto a Emerson e Denilson, no programa Band Mania, que era comandada por Milton Neves.

CONFLITOS

                Já virou rotina. Toda vez que o São Paulo começa a brilhar e chega perto de alguma conquista, o velho Vampeta aparece para tirar uma casquinha do tricolor. Tudo começou nos início da década de 2000, quando o Corinthians eliminou o São Paulo em três mata-matas seguidos, com Vampeta tendo grandes atuações no meio-campo. Foi nessa época que o jogador instituiu a fama de “bambi” que até hoje os são-paulinos carregam. Enquanto o São Paulo foi duas vezes à final da Libertadores e ganhou o inédito tricampeonato brasileiro, Vampeta foi três vezes rebaixado – com Vitória, Brasiliense e Corinthians.

               Isso sem contar a passagem, no Paulistão de 2008, pelo Juventus, que acabou…rebaixado. Em 1999 posou para a revista G-Magazine, o que causou um grande comentário na época. Mas não parou nisto, o pentacampeão do mundo pela Seleção Brasileira, foi a grande atração da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) da sua cidade natal,  Nazaré das Farinhas. O evento reuniu uma multidão de 15 mil pessoas na Praça dos Caxixis e teve como tema “seja inteligente e abra a sua mente, o homossexual também é gente”.

               Mas fez boas ações em sua cidade também, como por exemplo, comprou e restaurou o cine Rio Branco fundado em 1929, o mais antigo e ainda funcionamento no país. Ele ajuda instituições de caridade e criou a Fundação Marcos Vampeta.

Em pé: Maurício, Márcio Costa, PC Gusmão, Nei, Gamarra, Batata, Silvinho, Rincón e Cris    –     Agachados: Dinei, Amaral, Mirandinha, Didi, Rodrigo, Vampeta, Índio, Ricardinho, Marcelinho Carioca  e Edílson
Campeão Mundial em 2000   –   Em pé: Dida, Kleber, Fábio Luciano, Vampeta, Rincon e Adilson Batista   –    Agachados: Luizão, Índio, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Edilson
Em pé: Gilmar, Nei, Gamarra, Batata, Rincon e Silvinho    –   Agachados: Marcelinho Carioca, Didi, Índio, Vampeta e Edilson
Em pé: Nei, Gamarra, Batata, Rincon e Silvinho    –   Agachados: Didi, Gilmar, Vampeta, Índio, Marcelinho Carioca e Edilson
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