VIOLA: virou herói da noite para o dia

                Paulo Sérgio Rosa nasceu dia 1 de janeiro de 1969, na cidade de São Paulo – SP. O atacante teve uma passagem marcante pelo Sport Club Corinthians Paulista, tornando-se um dos atacantes mais importantes e folclóricos da história do clube. Viola continua sua carreira até hoje, com mais de 40 anos de idade. Em 1988, na final do Campeonato Paulista, entre Corinthians e Guarani, o então aspirante Viola precisou jogar no lugar do titular Edmar. E aos cinco minutos do primeiro tempo da prorrogação, Viola fez o gol que deu o título ao Corinthians. Em 1992, mais experiente, ele volta ao Corinthians, aos gols e aos títulos. Foi artilheiro do Campeonato Paulista de 1993 marcando 20 gols. Foi chamado para participar da Seleção Brasileira que ganhou a Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos. Chegou a jogar na final contra a Itália por alguns minutos da prorrogação. Conquistou, com o Corinthians, em 1995, os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Marcou 105 gols com a camisa do alvinegro.

CORINTHIANS

               Viola começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians e por algum tempo ficou no anonimato. Até que chegou a final do Campeonato Paulista de 1988, quando o Corinthians enfrentou o Guarani de Campinas. Seria a melhor de quatro pontos.  O primeiro jogo aconteceu dia 24 de julho de 1988 no Morumbi, com um empate de 1×1. Neste jogo Neto que jogava pelo Guarani abriu o placar com um gol de bicicleta aos 45 minutos do primeiro tempo.  Edson empatou para o Timão aos 6 minutos do segundo tempo.

               Veio a segunda partida, disputada dia 31 de julho de 1988 no estádio Brinco de Ouro da Princesa, na cidade de Campinas-SP. Edmar, o titular do Corinthians, estava a serviço da Seleção Brasileira na Olimpíada de Seul. Seu substituto imediato, Marcos Roberto, estava contundido, coube então a Viola entrar em campo naquela final. No tempo normal, a partida terminou empatada em 0x0.  Veio a prorrogação e logo aos cinco minutos de jogo, surgiu o garoto Viola para empurrar a bola para os fundos da rede bugrina, depois de um cruzamento torto de Wilson Mano. E com aquele gol, virou um herói da noite para o dia, ou seja, nascia naquele momento, mais um ídolo da torcida corintiana. Neste dia o árbitro foi Arnaldo César Coelho e o Corinthians jogou com:  Ronaldo, Edson, Marcelo, Denílson e Dida;  Biro Biro, João Paulo e Márcio (Paulinho Gaúcho);  Viola, Everton (Wilson Mano) e Paulinho Carioca.   O técnico era Jair Pereira. Este era o 20º título estadual do Corinthians.

               Após este início marcante como profissional, Viola passou por uma má fase em sua carreira, chegando a ficar três meses em 1989 sem marcar um gol. A cobrança da torcida era muito grande, e Viola foi jogar no São José, depois no Olímpia, perdendo a chance de ser campeão brasileiro em 1990, um título que entrou para a história do Corinthians, pois foi o primeiro título brasileiro do clube. Em 1992, mais experiente, ele volta ao Corinthians, aos gols e aos títulos. Em 1993 foi o artilheiro do Campeonato Paulista com 23 gols.

               Devido as suas excelentes atuações, o técnico Carlos Alberto Parreira o convocou para disputar a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, onde o Brasil sagrou-se Tetra Campeão Mundial. Chegou a jogar na final contra a Itália por alguns minutos da prorrogação. Conquistou ainda com o Corinthians, em 1995, os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Depois de vencer a Portuguesa por 1 a 0, gol de Bernardo de cabeça aos 44 minutos do segundo tempo e o Santos por 4 a 2, num jogo realizado no Estádio Major José Levy Sobrinho, na cidade de Limeira, o título seria decidido com o arqui-rival Palmeiras.

               Na primeira partida deu empate em 1 a 1. Para o Corinthians marcou Marcelinho Carioca, enquanto que para o Palmeiras marcou Nilson, aos 48 minutos do segundo tempo. Na segunda partida realizada no dia 6 de agosto de 1995, na cidade de Ribeirão Preto, Nilson abriu o placar para o Verdão aos 11 minutos de jogo. Marcelinho Carioca empatou numa falta magistral aos 15 do segundo tempo. Veio então a prorrogação. E aos 12 minutos do segundo tempo, Elivelton marcou o segundo gol corintiano para alegria geral da Fiel Torcida. Com este gol, o Corinthians sagrava-se Campeão Paulista pela vigésima primeira vez, e também evitava um tricampeonato do Palmeiras.

               Foi sem dúvida alguma um ano maravilhoso para o S. C. Corinthians Paulista, pois em janeiro, sagrou-se Campeão da Taça São Paulo de Futebol Juniors, em fevereiro a Escola de Samba Gaviões da Fiel foi a Campeã do Carnaval de São Paulo, em junho sagrou-se Campeão da Copa do Brasil, ao vencer no Pacaembu o Grêmio no primeiro jogo da final por 2 a 1, gols de Viola e Marcelinho Carioca. Venceu também a segunda partida que foi realizada no Estádio Olímpico, em Porto Alegre por 1 a 0, gol de Marcelinho Carioca. E para fechar o ano com chave de ouro, sagrou-se Campeão Paulista em cima do Palmeiras.  Viola disputou com a camisa do alvinegro de Parque São Jorge 283 partidas. Venceu 133, empatou 90 e perdeu 60. Ao todo marcou 105 gols.   

ANDARILHO DO FUTEBOL

               Depois que saiu do Corinthians, Viola passou por inúmeros clubes, sem nunca conseguir se firmar em nenhum deles, principalmente devido ao seu temperamento, que por muitas vezes fazia com que os dirigentes dos clubes rescindisse seu contrato. A exposição internacional e a boa fase no time alvinegro paulista, levou-o a jogar no Valencia, da Espanha, porém a falta de adaptação trouxe-o de volta ao futebol brasileiro, dessa vez ao Palmeiras. Viola não conseguiu repetir no Palestra o mesmo desempenho vitorioso que teve no Corinthians, e em 1998 ele se transfere para o Santos.

               Com o time de Vila Belmiro, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1998 com 21 gols e campeão da Copa Conmebol do mesmo ano. Em 1999 transfere-se para o Rio de Janeiro para defender o Vasco da Gama. No mesmo ano conquista o Torneio Rio-São Paulo e no ano seguinte a Copa Mercosul e o Campeonato Brasileiro. Em 2001 Viola volta ao Santos, mas não aos títulos, e deixa o time para jogar no Gaziantepspor, da Turquia, em busca de independência financeira. De volta ao Brasil em 2004, ele defende o Guarani, mas não consegue impedir o rebaixamento do time de Campinas no Campeonato Brasileiro.

               No ano seguinte, Viola é contratado pelo Bahia como a estrela do clube na disputa do Campeonato Brasileiro Série B de 2005. Viola foi o jogador mais caro do elenco, ganhando cerca de R$ 70.000,00 mensalmente, e tentou justificar o investimento, marcando gols importantes. Porém o seu esforço não foi suficiente para evitar o rebaixamento do clube à Série C do Campeonato Brasileiro. O Bahia não regressou à Série A, porém Viola sim. Ainda em 2005, Viola transferiu-se para o Flamengo, confirmando os boatos que davam conta de negociações com o clube carioca.

               O jogador foi contratado com a missão de melhorar o desempenho do ataque rubro-negro, naquele momento o pior da competição. Ironicamente, Viola não chegou a atuar pelo clube carioca. O último dia de 2005 e os primeiros de 2006, ficaram marcados pela sua detenção por porte ilegal de arma (uma espingarda). Viola passou três dias preso na Cadeia Pública de Barueri. Entretanto, isso não impediu que o jogador mantivesse as negociações com o Juventus da Moóca para a disputa do Campeonato Paulista.

               Em fevereiro de 2007, foi contratado pela UNITRI para jogar no Uberlândia o Módulo II do Campeonato Mineiro. Após apenas 2 gols e muita indisciplina, acabou dispensado do clube antes da fase final deste campeonato. Em 2008, voltou ao Rio de Janeiro, agora para defender o Duque de Caxias no Campeonato Carioca. O jogador assinou um contrato de quatro meses e foi a principal contratação do clube, que voltou à primeira divisão do campeonato carioca. No segundo semestre de 2008 o atacante acertou com o Angra dos Reis para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Carioca. No dia 16 de dezembro de 2008, o Resende, time da primeira divisão carioca, anuncia a contratação do atacante. Viola foi apresentado pela equipe em 9 de janeiro de 2009. Após a passagem um pouco apagada pelo time carioca, Viola começou a excursionar pelo país atuando em partidas de Showbol.

               No início de 2010, foi anunciado como o grande reforço do time do Brusque para a disputa do Campeonato Catarinense. Ainda em 2010, Viola participou de um Reality Show da Rede Recorde de Televisão “A Fazenda”, onde se envolveu em confusão com vários participantes e acabou sendo eliminado, deixando assim de concorrer aos dois milhões de reais que o programa oferecia ao vencedor da competição. Dia 28 de dezembro de 2010, na partida de estréia de seu time, o Corinthians, contra o Botafogo no Torneiro Rio-São Paulo de showbol. O jogador peitou e deu uma cabeçada no árbitro do jogo, Nilton José Romeiro, após o juiz marcar uma infração em um lance que envolveu o atacante.

              Viola foi contido pelos companheiros do clube e retirado da quadra. Essa não é a primeira vez que o ex-craque se envolve em polêmica no showbal. Em 2009, quando defendia o Santos, Viola, após partida contra o Botafogo, deu entrevistas dizendo que o técnico da equipe era burro, idiota e que não jogaria a final do torneio em disputa. Este é o Viola, que virou herói da noite para o dia. Ficou famoso e foi ídolo, mas que devido a tantas confusões acabou não sendo um bom exemplo para tantos meninos que sonham em se tornar um jogador de futebol no futuro.

Em pé: Bernardo, Célio Silva, Henrique, André Santos  e Ronaldo    –    Agachados: Silvinho, Marcelinho Carioca, Zé Elias, Marques, Viola e Souza
Em pé: Velloso, Pimentel, Cléber, Roque Júnior e Rogério   –    Agachados: Alex, Viola, Galeano, Euller e Zinho
Em pé: Helton, Nasa, Jorginho, Jorginho Paulista, P.C. Gusmão e Fábio    –    Agachados: Juninho Paulista, Romário, Euller, Clébson, Viola e Paulo Miranda
Em pé: Elias, Gralak, Wilson Mano, Henrique, Zé Elias e Ronaldo     –    Agachados: Viola, Marques, Ezequiel, Marcelinho Carioca e Souza
Em pé: Zetti, Argel, Sandro, Claudiomiro, Anderson Lima e Gustavo Neri   –     Agachados: Caíco, Viola, Jorginho, Marcos Bazílio e Alessandro
Postado em V

Deixe uma resposta