INDEPENDENTE FUTEBOL CLUBE – Fundado em 19 de Janeiro de 1944

O  Independente Futebol Clube  é um  clube de futebol brasileiro da cidade de Limeira, interior do estado de São Paulo. Fundado em 19 de janeiro de 1944, suas cores são preta branca. O clube manda suas partidas no Estádio Comendador Agostinho Prada, o “Pradão”, na Vila Esteves, em Limeira. Possui uma apaixonada e fiel torcida na cidade de Limeira.

                    Considerando que o Independente, o “PEQUENO GIGANTE DO INTERIOR” Completou 73 anos de história e orgulho para a cidade de Limeira, mesmo com altos e baixos ao longo dos anos, o “GALO DA VILA” como é conhecido, superou barreiras crises e deu a volta por cima, e superou todas as fases dentro e fora de campo, e hoje é encarado como uma das equipes mais respeitadas do Interior Paulista, pela sua tradição e história dentro dos campos do Interior de São Paulo. 

HISTÓRIA

A povoação de Limeira foi fundada no ano de 1826, sob os auspícios do Capitão Luiz Manoel da Cunha Bastos, o Fundador. O fato histórico da fundação se baseia em que as primeiras casas construídas na beira da estrada e o próprio Rancho de Limeira se localizavam em terras da extensa propriedade do Capitão Cunha Bastos, dono dos sítios do Tatu e da Lagoa Nova. Tatuhiby foi o primeiro nome do povoado, o distrito de freguesia e a capela curada eram de Nossa Senhora das Dores de Tatuhiby, mas o nome popular era Limeira.

                    Casas se constroem no vilarejo. Nomeiam-se as primeiras autoridades; o juiz de Paz é pessoa de todos conhecida. Também o escrivão, o fiscal, o coletor e o administrador do correio. Pelas responsabilidades da Sociedade e pelo interesse e dedicação do Senador Vergueiro, conclui-se que a posição da cidade, a simetria e a largura das ruas, o tamanho das quadras, as praças reservadas e tudo mais, foi planejado sob a orientação do benemérito Mordomo.

                     No ano de 1863, o Município de Limeira estava em franco desenvolvimento. Os antigos engenhos deram lugar aos grandes cafezais. A cultura do café expandia-se cada vez mais, tanto nas grandes propriedades como nas novas fazendas que se abriam. Havia também naquela época, as culturas do algodão e dos cereais, um considerável aumento na criação de gado, e de suínos e um visível crescimento urbano da Vila. Tudo isso levou os limeirenses a almejar a elevação da Vila à categoria de Cidade. Os políticos e as pessoas de importância pressionavam o governo da Província nesse sentido.

                    No ano de 1873 começou a ser construído o trecho da estrada de ferro que ligaria Campinas a Rio Claro, passando por Rebouças (Sumaré), estação de Santa Bárbara (Vila Americana) e Limeira. No dia 6 de maio de 1876, chegou a Limeira o primeiro trem trazendo trabalhadores da estrada. Nesta época, a cidade de Limeira tinha aproximadamente 3.000 habitantes.

                   A primeira rua de Limeira foi, sem dúvida a que hoje se denomina Dr. Trajano de Barros Camargo, traçada sobre o primitivo leito da Estrada do Morro Azul a Campinas, aberta em 1826. Não havia automóveis. Todo transporte era feito com tração animal. Ainda não tinha chegado a eletricidade e a cidade era precariamente iluminada pela luz de esparsos lampiões. Em 1900, a população era de 20.000 habitantes, sendo que somente na cidade moravam aproximadamente 4.000 pessoas.

O futebol foi trazido em 1904 por limeirenses que estavam em São Paulo. Os primeiros chutes foram dados pelos irmãos Soares Leitão e outros rapazes no Largo de Santa Cruz. Logo se fundou o Limeira Foot-Ball Club, presidido pelo Dr. José Botelho Velloso, com campo nos fundos da chácara de José Pinto Tessier. Depois começaram aparecer alguns clubes como: Aymorés F.C.  – São Paulo F.C. – Victória F.C.  –  Oriental F.C. (só rapazes de côr)  – Guarani F.C. –  S.C. Internacional  –  Brasil F.C

                     Em 19 de janeiro de 1944, um grupo de amigos se reuniram na fábrica “jacazinhos” em Vila Esteves, para tratar da fusão dos dois times de futebol que existiam no bairro: São Paulo F.C. e Guarani F.C. de onde sairia apenas um time, e com outro nome.  Depois de muita conversa, ficou decidido que se chamaria INDEPENDENTE FUTEBOL CLUBE, por sugestão de João dos Santos. (no futuro presidente do clube).

                     Começa assim, a história de uma das mais tradicionais equipes do futebol profissional do Estado de São Paulo que hoje disputa a segunda divisão de profissionais da Federação Paulista de Futebol. Com o nome já escolhido, faltava saber quais seriam as cores da sua bandeira; seria preta e branca.  Surgia aí o Independente, com a primeira diretoria, cujo presidente era o Sr. Luiz Augusto Redondano.

POR  QUE  GALO  DA  VILA ?

                    Até o ano de 1958, o Independente era considerado um time de várzea, e durante esse período, muitas foram suas conquistas.  Nessa época o clube também conseguiu seu primeiro campo de futebol, em um terreno bastante acidentado na saída da Barroca Funda, cedido por seu proprietário. Foi nesse campo que surgiu o cognome “Galo”, por dois motivos.  O primeiro, seu uniforme, parecido com o do Atlético Mineiro,e o outro por ter enfrentado os grandes papões de Limeira, como:  Sete de Setembro, América, Estudantes, Cruzeiro, Prada, Flamengo, Máquina São Paulo e outras boas equipes da época.

                    Por volta de 1947, tendo sido obrigado a devolver o terreno, o Independente foi autorizado a construir o seu novo campo num terreno junto ao “Nosso Lar”, onde disputou seus jogos até 1958. Na época em que o Independente disputava o campeonato amador, sempre teve bons times, que seguidas vezes conquistaram títulos importantes, onde grandes equipes disputavam aqueles campeonatos. E um bom exemplo disto, aconteceu no ano de 1958, quando o Galo da Vila formou um grande esquadrão, tornando-se campeão com todos os méritos.

Outra fatalidade, mas que não esmoreceu o espírito de luta dos independentinos, novamente se via forçado a devolução do terreno onde tinha seu campo, pois o proprietário do mesmo, assim o desejava.  Daí em diante passou a jogar em estádios alugados, porem, nunca deixando de participar de todos os campeonatos que eram realizados, alcançando expressivos resultados, afirmando cada vez mais como o “Galo”! da nossa várzea.

                    Em 1959, o Independente F.C. deixou de ser varzeano. Filiando-se à Federação Paulista de Futebol, passou a disputar os campeonatos amadores do interior nesse mesmo ano, em 1960, jogando contra poderosas equipes da região, equipes tradicionais e bastante temidas, como eram: Clube Atlético Usina Iracema, de Iracemápolis; Usina São João de Araras; E.C. Lemense, de Leme; Comercial F.C. também de Araras;  A.A. Ararense, entre outras, conquistando já no seu primeiro ano de participação o 4º lugar e o 3º em 1960.

Com a volta da Liga Limeirense de Futebol, no ano de 1961, o Galo da Vila Esteves novamente inicia a disputa do Campeonato Amador da cidade, conquistando o título máximo por cinco vezes.

TÍTULOS CONQUISTADOS DURANTE O AMADORISMO

De 1944, ano de sua fundação até 1972, quando ingressou no profissionalismo, os independentinos tem um orgulho todo especial de seu time, por todas as alegrias que ele já deu, e continua dando até hoje, pelas suas glórias e conquistas. Até a sua conquista maior: a profissionalizaçãoAssim podemos descrever a gloriosa trajetória do Independente F.C.

1958 – * Campeão Varzeano de Limeira nas categorias titulares e aspirantes 

              * Campeão da Cidade.

 1962 – * Campeão Amador da Cidade

* Campeão da Taça Cidade de Limeira

 1963 –  * Campeão da Taça Cidade de Limeira

 1964 – * Campeão da Taça Cidade de Limeira  –  desta feita conquistando definitivamente para sua galeria de troféus.

 1965 – * Campeão Amador

 1967 – * Campeão Amador

 1968 – * Campeão Amador

Em 1968, o Galo da Vila Esteves sagrou-se Campeão Regional de Futebol Amador, ficando entre os 10 primeiros colocados entre as equipes amadoras do Estado, ao vencer o setor 11 da Federação Paulista de Futebol, da Junta Regional de Futebol Amador.  Recebeu ainda em 1968 e 1972, as honrarias do Troféu Fumagalli, outra razão de orgulho da família galista. Pela lei 1.130 de 19 de junho de 1969, o Independente foi considerado de Utilidade Pública pela Prefeitura Municipal.  Alem de todos esses títulos, conquistou ainda outros 25 de menor expressão, entre juvenis, infantis, aspirantes e etc…  Finalmente, depois de três anos consecutivos de luta, o Independente conseguiu em 1972 junto a Federação Paulista de Futebol, sua inclusão na Segunda Divisão de profissionais. Assim surgia o Galo da Vila Esteves, grande campeão enquanto varzeano e depois, como profissional, um dos grandes nomes paulistas, levando o nome da Vila Esteves às mais diversas cidades do país, e até do exterior.

                   O Independente participou do futebol amador de Limeira e do Estado, até 1972, quando ingressou na 2ª. Divisão de Profissionais da Federação Paulista de Futebol, sagrando-se vice campeão, sendo promovido em 1975 para a Divisão de Acesso do Futebol Paulista , onde permaneceu até 1994. Em 1972 quando o Independente passou a disputar a Segunda Divisão, o futebol profissional de Limeira estava totalmente parado. Há seis anos (desde 1966) a Associação Atlética Internacional, até então o representante da cidade nessa modalidade esportiva, havia paralisado os trabalhos de seu departamento profissional, em razão da falta de um estádio.  As arquibancadas da antiga Vila Levy eram de madeira, e a Federação Paulista exigia arquibancadas de cimento armado.

                   Tendo conseguido praticamente tudo o que almejara no amadorismo, e já há três anos lutando para uma vaga dentro do profissionalismo, o Independente conquistava assim, o direito de disputar pela primeira vez, partidas do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de profissionais do Estado.  Era o início de um grande sonho, que começava a se tornar realidade na vida dos galistas.  O Independente profissional, e também o representante de Limeira, dentro do Futebol maior de São Paulo.

                  Para um melhor entendimento da posição conquistada pelo Independente, é interessante ressaltar que, naquela época (1972), o campeonato da Federação Paulista possuía essas divisões: Segunda Divisão de profissional (a qual pertencia o Galo);  Primeira Divisão e a Especial, onde disputavam os grandes clubes, como Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, etc… Hoje, essa divisão das divisões profissionais do futebol paulista, sofreu uma mudança. Portanto, o Independente está hoje no que chamamos de Série A-3, ou seja, precisa vencer esta fase e a próxima que é a A-2 para chegar ao topo máximo do futebol paulista, ou seja, a Série A-1. Mas para chegar onde chegou, o respeitado Galo da Vila Esteves lutou muito. Sofreu com seus torcedores e teve gloriosas vitórias.  É sem dúvida alguma, uma das grandes equipes do interior paulista.

                  Em setembro de 1972, dava início o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de profissionais, no qual o Independente era o “Caçula”, conquistando o vice-campeonato contra o Pirassununguense.  O placar final do jogo, realizado aqui em Limeira, foi um empate por três gols, que deu o título ao time de Pirassununga.  Um resultado bastante adverso para os independentinos, que até os instantes finais venciam a partida por três tentos a dois.  É importante frisar que, nesse período, a lei de acesso estava suspensa. Nenhum time subia e nenhum time descia.

                  Se como estreante no profissionalismo, o Independente chegava ao vice campeonato, no ano seguinte, em 1973, a agremiação limeirense chegava ao título máximo: Campeão Paulista da Segunda Divisão da Federação Paulista de Futebol, vencendo a A.A. Cafelandense, em Cafelândia, ascendendo à 1ª divisão (hoje a segunda). Porem, o grande problema da época, ainda era um estádio, um campo de futebol que atendesse as exigências da Federação Paulista de Futebol.

                   Para esses dois campeonatos disputados pelo Independente, o problema havia sido resolvido.  A Companhia Prada cedeu, a título precário, o seu campo; o Estádio Comendador Agostinho Prada, o “Pradão”.  Suas acomodações eram pequenas, não alcançando ou não obedecendo os números da Federação, ou seja, um estádio com arquibancada de cimento armado, com capacidade mínima para 10 mil pessoas.  Sua capacidade era mais ou menos de 1.800 a 2.000 pessoas. Existia apenas o lance central de arquibancada. Mesmo com o direito adquirido para disputar o campeonato da Primeira Divisão, a equipe do Independente F. C. voltou no ano seguinte, 1974 a disputar a Segunda Divisão, da qual fora campeão em 1973.  O obstáculo ainda era o campo.  E uma outra excelente campanha o Independente ficou entre os quatro primeiros colocados, só não chegando novamente ao título, por uma questão judicial.  A utilização de um jogador em situação irregular, alijou o time de ir as finais.

José Carlos de Oliveira

 

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