COMENDADOR AGOSTINHO PRADA: ele dá o nome ao Estádio do Independente de Limeira

                 Agostinho Prada nasceu dia 2 de abril de 1885, na cidade de Madrano, que é uma comunidade italiana da região do Trentino Alto Ádige, província de Trento, com cerca de 20.122 habitantes. Estende-se por uma área de 54 km², tendo uma densidade populacional de 372 habitantes por quilometro quadrado. Agostinho Prada é filho de Giuseppe Prada e Anna Baitella, sua família emigrou-se para o Brasil quando ele tinha treze anos de idade. Três anos depois já trabalhava com o irmão no armazém familiar, a Casa Prada, que viria a ser uma grande indústria e célebre fabricante de chapéus. Sua vida foi marcada por corajosas iniciativas e nobres atos.

                 Aos 16 anos, já era interessado pela firma, assumindo a gerência dos negócios na ausência do irmão José Prada. A firma entrou como acionista na nascente sociedade que explorava os serviços de eletricidade de Limeira.              

                 Em 1906 comprou a sua casa de moradia, pertencente ao médico Antônio Cândido de Camargo, que tinha se transferido para São Paulo. Esta residência é o prédio da ex-prefeitura na Rua Barão de Cascalho. Já tinha o seu automóvel um dos primeiros que houve no Brasil. Montou na garagem anexa a essa casa, uma fábrica de gelo, com máquina importada da Alemanha.

                 Comprou para a firma um terreno perto da estação e lá instalou uma máquina de beneficiar arroz, também alemã. Formou a firma Cruz, Prada & Cia. Para exploração dos serviços telefônicos de Rio Claro. Essa empresa constituiu a rede de interurbano que ligava Campinas, Rebouças, Vila Americana, Limeira, Cordeiro, Rio Claro, Corumbatay e São Carlos.

                 Em 1907, com o início da fabricação de chapéus de pelo, em dependência da sua residência, com trinta empregados foi plantada a semente daquela que viria a ser a maior fábrica do gênero. No ano de 1908 casou-se com D.Clélia Cocito e foram os pais de Aldo, Ada, Remo e Túlio.

                 Tendo se tornado insuficiente o espaço onde funcionava a fábrica de chapéus, decidiu construir um pavilhão perto da sua máquina de arroz. Para isso utilizou o material do antigo mercado municipal então existente no largo do Teatro (Praça Toledo Barros), que comprou por dois contos e quinhentos.  

                 Em 1910, transfere a fábrica de chapéus para o novo local e inicia-se a fabricação de chapéus de lã. Comprou um terreno de 5 alqueires que ia desde o Ribeirão Tatu até o Lazareto ( alto da Vila Camargo) e organizou a Cia. Industrial de Limeira. Nesse terreno, em sociedade com os irmãos Levy, instala-se a Fábrica de Phosphoros Radium.

                Em 1911 Agostinho Prada muda-se para São Paulo, vendendo a sua residência de Limeira para a municipalidade, onde nesse ano se instalou o Paço Municipal. Em 1912 a Fábrica Prada monta escritório central em São Paulo.

                Agostinho Prada passou a viajar periodicamente para a Itália, onde tinha propriedades. Em 1927 é agraciado pelo governo italiano com a sua Comenda (Medalha de Ouro de Mérito Civil) por suas virtudes filantrópicas e pela construção da Casa Maternal Ana Prada de Madrano. Em 1930 compra em Santa Rita do Passa Quatro a Fazenda São José, transformando-a numa das mais belas vivendas agrícolas do país e onde passava grande parte do seu tempo.

               Em 1929 é adquirida a Cia. Força e Luz de Uberlândia e em São Paulo, na Rua Senador Queiroz, monta-se a fábrica e chapéus de palha. Logo depois transfere-se de Limeira para São Paulo a fábrica de chapéus de pelo, que só retornou para Limeira em 1935, quando os Prada compraram a Fábrica de Chapéus Fontana. No ano de 1933 iniciou-se a fábrica de feltro (mantas para cavalos e buchas para espingardas) e no ano seguinte montou-se em Porto Ferreira uma indústria de beneficiamento de algodão com fiação em sociedade com o Sr. Pirondi, hoje Cia. Industrial e Algodoeira Pirondi.

               Em 1937 começou a construção da nova fábrica de Limeira, nos altos da cidade, que abrigaria todas as instalações da Prada em 1939, ano em que também se fundou em São Paulo a Cia. Imobiliária Prada.

               Em 1947 inaugura-se o Grupo Escolar Prada (doado à municipalidade), em 1949 montada a Creche D. Clélia Prada e em 1954 o Jardim de Infância D. Íris Della Chiesa. O Título de Cidadão Limeirense lhe foi atribuído em 1956 e em 1971 recebeu a Medalha Marechal Rondon.

               Comendador Agostinho Prada faleceu dia 7 de fevereiro de 1975, na sua fazenda de Santa Rita, aos 89 anos de idade. Portanto, hoje está fazendo 41 anos que morreu o homem que deu seu nome para o Estádio do Independente Futebol Clube da cidade de Limeira. Ele dá nome ao Paço Municipal, a um estádio de futebol e a uma avenida de Limeira. Sem dúvida, seu nome ficará gravado eternamente na história de Limeira.

ESTÁDIO

                O Independente Futebol Clube da cidade de Limeira, foi fundado em 19 de janeiro de 1944, mas não tinha o seu próprio campo. Sendo assim, fazia seus jogos em estádios alugados, porem, nunca deixando de participar de todos os campeonatos que eram realizados, alcançando expressivos resultados, afirmando cada vez mais como o “Galo” da nossa várzea. Foi aí que a Companhia Prada cedeu, a título precário, o seu campo; o Estádio Comendador Agostinho Prada, o “Pradão”, que foi inaugurado dia 10 de julho de 1946.

                Suas acomodações eram pequenas, mas, empolgados com os resultados obtidos, os diretores do clube acharam por bem, dar início a uma campanha para sócios patrimoniais com o objetivo de recolher fundos, para então ampliar as instalações das arquibancadas do “Pradão”.

                Com o resultado dessa campanha popular, e sempre com recursos próprios, as arquibancadas do Pradão foram ampliadas, aumentando então a capacidade de público, de duas mil pessoas para quase 12 mil. Essa reforma custou naquela época, cerca de um milhão de cruzeiros aos cofres do clube, sem qualquer tipo de verba oficial. Com essa reforma, o Estádio Comendador Agostinho Prada, passou a atender as exigências impostas pela Federação Paulista de Futebol.

                No dia 6 de abril de 1975, tivemos a reinauguração do Pradão e para este jogo, o Galo recebeu a Portuguesa de Desportos e o jogo terminou empatado em 2 a 2, gols de Nestor e Teléco para o Galo e Dicá e Antônio Carlos para a Lusa. Neste dia o Galo contou com os seguintes jogadores; Bassinho, Loca, Tute, João Leonardi, Licão, Chiquinho, João Miguel, Zéquinha, Beto, Teleco, João Ferraz, Sormani, Nelsinho, Nestor e D´adona. A Portuguesa que era comandada por Otto Glória, jogou com; Miguel, Cardoso, Izidoro, Calegari e Arengue; Badeco e Dicá; Xaxá, Táta, Eneas e Wilsinho. Foi um dia de glória para o Estádio Comendador Agostinho Prada, que recebeu um grande público para esta partida.

                Em 1999 o estádio passou por outra reforma e hoje ele tem capacidade para 9.483 espectadores. Está localizado numa área de fácil acesso, ou seja, na Avenida Maestro Xixirri, s/n – Jardim Esteves, na cidade de Limeira-SP.

Vista aérea do Estádio Comendador Agostinho Prada “Pradão” nos anos 70
Vista aérea do Estádio Comendador Agostinho Prada “Pradão” nos dias atuais
Cabines de Imprensa do Estádio Comendador Agostinho Prada “Pradão”
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