EDMUNDO: ídolo no Palmeiras e no Vasco da Gama

                  Edmundo Alves de Souza Neto nasceu dia 2 de abril de 1971, no Rio de Janeiro – RJ.  É o maior artilheiro de uma edição de Campeonato Brasileiro. Marcou 29 gols em 1997, quando o Vasco da Gama ficou com o título. No mesmo ano, Edmundo também bateu recorde de gols em uma só partida pelo campeonato brasileiro. Isto aconteceu no dia 14 de setembro, que ele fez os 6 gols na vitória do Vasco sobre o União São João de Araras.  Durante sua carreira jogou em vários clubes brasileiros como; Vasco da Gama, Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Santos e Cruzeiro. Jogou também no exterior, onde defendeu a Fiorentina e o Nápoli, da Itália e também o Verdy Tokio, do Japão. Conquistou inúmeros títulos como; campeão carioca em 1992 e brasileiro em 1997 pelo Vasco, campeão paulista em 1993/94, Rio-São Paulo em 1993 e brasileiro em 1993/94 pelo Palmeiras. Campeão da Copa América em 1997 pela Seleção Brasileira.

INÍCIO DE CARREIRA

                  Como boa parte dos craques, Edmundo teve os primeiros contatos com o futebol na rua, em Niterói, com apenas sete anos. Seu primeiro clube foi o Fonseca, no qual jogava futsal. O Animal (apelido dado pelo locutor Osmar Santos) chegou ao Vasco em 1982 para jogar na categoria fraldinha. Teve uma passagem pelo Botafogo (entre 1987 e 89) antes de voltar ao clube de São Januário, onde teve seu primeiro jogo como profissional. Logo na estréia, que aconteceu na primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 1992, todos ficaram espantados com a habilidade do jovem que, ao lado de Bebeto, ajudou o Vasco a golear o Corinthians no Pacaembu por 4 a 1.

PALMEIRAS

                 Edmundo fez um grande Brasileiro em 1992 e despertou o interesse do Palmeiras, que estava renovando o time e tinha o apoio financeiro da Parmalat. O time paulista pagou US$ 2 milhões pelo passe do atacante. Ele foi um dos grandes responsáveis pelo título paulista de 1993, que terminou com a fila de mais de 16 anos. Também conquistou pelo Verdão títulos do Campeonato Brasileiro e do Rio-São Paulo. Mas seu temperamento explosivo atrapalhou a permanência no clube. Brigas com o técnico Wanderley Luxemburgo e com craques como Rincon, Antônio Carlos e Evair acabaram com seu ambiente no Palestra Itália. O jogador acabou voltando ao Rio de Janeiro em 1995, agora pelo grande rival do Vasco: o Flamengo.

FLAMENGO
Os anos de 1995 e 1996 não foram bons para o Animal, tanto no futebol quanto na vida pessoal. A volta ao Flamengo foi muito aguardada, pois ele faria o “ataque dos sonhos” ao lado de Sávio e Romário. O time não apresentou um bom rendimento e Edmundo foi um dos mais criticados. Além do fracasso profissional, o jogador viveu um drama sério em sua vida no final de 1995. No dia 2 de dezembro, bateu seu Jipe Cherokee em um Fiat Uno na Lagoa Rodrigo de Freitas.Três pessoas morreram e Edmundo foi culpado pelo acidente.  No começo de 1996, o Flamengo emprestou o Animal ao Corinthians para a disputa da Copa Libertadores de 1996. O Timão depositava todas as suas fichas no campeonato. Era a chance para o atleta recuperar o sucesso.

                 Mas a equipe não correspondeu e foi eliminada pelo Grêmio nas quartas-de-final. O atacante acabou dispensado do Corinthians, depois de se envolver em mais problemas. Como o próprio Edmundo confessa, 1997 foi o momento mais importante de sua carreira como jogador de futebol. Já no Vasco e novamente ao lado de Evair, o Animal jogou um grande futebol no Campeonato Brasileiro de 1997 e foi um dos jogadores mais importantes na conquista do Vasco. Além disso, fez 29 gols na competição e bateu o recorde de 28 gols em um só campeonato que era do inesquecível Reinaldo (ex-Atlético-MG).

FRUSTRAÇÃO NA EUROPA

                   O sucesso de Edmundo no Brasil despertou os olhos do futebol europeu. A Fiorentina pagou US$ 9 milhões e ficou com o atacante, que ganhou o aval de Julinho Botelho (um dos maiores craques da história do clube italiano). Jogando ao lado de Batistuta, Edmundo teve sucesso no Campeonato Italiano, levando a equipe de Florença à terceira posição da competição.
Desde que retornou da Itália, Edmundo não conseguiu ter grandes alegrias no futebol brasileiro. Voltou a atuar pelo Vasco em 1998, comprado por US$ 15 milhões, mas não ganhou campeonatos. Em 2000, jogou o Mundial de Clubes ao lado de Romário, seu grande desafeto, e perdeu o pênalti decisivo, que tirou o título inédito da equipe de São Januário, e assim o Corinthians sagrou-se Campeão Mundial. Brigou com Eurico Miranda (na época vice-presidente do clube) e foi afastado do elenco. No segundo semestre, disputou a Copa João Havelange pelo Santos, que tinha um grupo extremamente caro, mas não ficou nem entre os 12 classificados para a fase final do torneio. Reclamou do atraso de salários com os diretores do Peixe e foi devolvido ao Vasco, que resolveu então emprestá-lo ao Nápoli, da Itália.

SELEÇÃO BRASILEIRA

                   Sem brilho na seleção, mesmo tendo sucesso nos clubes, Edmundo nunca mostrou grande futebol na seleção brasileira. Estreou em 21 de julho de 1992, na derrota do Brasil em Montevidéu por 1 a 0 para o Uruguai. Foi campeão da Copa da Inglaterra (1995) e da Copa América (1997). Disputou duas partidas da Copa do Mundo de 1998 (contra Marrocos e França) sem grande destaque. Seu último jogo aconteceu em 15 de novembro de 2000, quando a seleção brasileira venceu a Colômbia por 1 a 0, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Marcou apenas nove gols em 39 jogos.

DECADÊNCIA

                   No primeiro semestre de 2001, Edmundo teve a chance de se recuperar como jogador de futebol. Mas a missão não era fácil. Ele chegou ao Nápoli como “salvador da pátria”, já que o clube era candidato certo ao rebaixamento na Itália. Nada deu certo para o Animal, que foi considerado o pior estrangeiro do país. Já sua equipe não conseguiu escapar da segunda divisão.
No segundo semestre, depois de uma grande briga judicial com o Vasco pelo passe, o atacante acertou sua transferência para o jogar o Campeonato Brasileiro pelo Cruzeiro. Mais um fracasso na carreira. Acabou dispensado após a derrota por 3 a 0 para o Vasco. Antes do jogo, Edmundo disse que era torcedor do time carioca e não ia comemorar caso fizesse um gol. Ele teve a chance em um pênalti, que foi defendido por Hélton. Dispensado, o Figueirense, clube de Santa Catarina da segunda divisão do Brasileiro, tentou a sua contratação.  Depois disso, o destino de Edmundo acabou sendo o Japão. Mas logo após sua chegada ao Verdy Tóquio, a primeira polêmica: o atacante espera a chegada do Carnaval no Brasil, retorna ao país para fazer uma operação no pé e, no dia seguinte, de muletas, cai no samba na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Abaixada a poeira, o jogador voltou ao Oriente, onde foi apenas um atacante comum, longe do matador de outras épocas.

                   Na temporada 2002, Edmundo foi peça importante no Verdy Tokio. Seus gols fizeram com que a modesta equipe permanecesse na primeira divisão japonesa. No final do ano, especulações afirmavam que o animal voltaria ao Brasil para jogar no, então rebaixado, Palmeiras. Edmundo chegou até a afirmar não se importar em disputar a Série B, mas, de concreto, não houve nada. Depois da passagem pelo Japão, Edmundo resolveu voltar ao seu time do coração. No entanto, ele sofreu com o fraco elenco do Vasco em 2003. Assim, em alguns momentos do Campeonato Brasileiro, o Animal deixou clara a sua insatisfação com as cobranças. “O time é ruim e os salários não estão em dia, assim não dá”.  Em 2004, Edmundo perdeu de vez a paciência com a falta de pagamentos em São Januário.

                  Por isso, depois de ameaçar ficar em casa longe do futebol, resolveu reencontrar o antigo desafeto Romário para reviver a famosa e polêmica dupla de ataque no Fluminense. Mais uma vez, assim como ocorreu no Flamengo de 95 e no Vasco de 2000, o time foi um fracasso e acabou sendo derrotado nas finais da Taça Guanabara e da Taça Rio e, com dificuldade, terminou o Brasileirão em nono lugar. Depois ainda jogou no Fluminense e no Nova Iguaçú, da segunda divisão do futebol carioca. Pouco tempo depois resolveu encerrar a carreira e passou a trabalhar como comentarista esportivo pela TV Bandeirantes, trabalhando inclusive na Copa de 2010, na África do Sul.

Em pé: César Sampaio, Gil Baiano, Cleber, Roberto Carlos, Sérgio e Antônio Carlos      –     Agachados: Edmundo, Mazinho, Evair, Edilson e Zinho
Em pé: Paulo César, Pingo, Cláudio, Agnaldo, Ronaldão e Lira    –    Agachados: Edmundo, Djair, Marquinhos, Romário e Sávio
Em pé: Zetti, César Sampaio, Aldair, Márcio Santos, Jorginho e Dunga      –     Agachados: Edmundo, Juninho Paulista, Ronaldo, Roberto Carlos e Zinho

 

Postado em E

Deixe uma resposta