EDILSON: ídolo no Palmeiras e no Corinthians

                     Edilson da Silva Ferreira nasceu dia 17 de setembro de 1970, em Salvador (BA). O atacante foi um dos símbolos da geração mais vencedora da história do Corinthians. Irreverente dentro e fora de campo, não era à toa que tinha o apelido de ‘Capetinha’, principalmente por suas ações dentro de campo.

                     Edílson começou a carreira no pequeno Industrial, do Espírito Santo, mas em questão de três anos conseguiu passar por Tanabi, do interior de São Paulo e pelo Guarani, antes de chegar ao Palmeiras. Chegou ao Palmeiras para fazer parte de um grande time formado pela Parmalat. No Verdão, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o atacante foi bicampeão paulista (1993 e 1994), campeão brasileiro (1993) e campeão do Torneio Rio-São Paulo (1993). No arquirrival do Corinthians, foi bem, vencendo títulos e conseguindo uma transferência para o Benfica, antes de voltar para o Brasil e ir par ao Kashiwa Reysol, do Japão.

                    No ano de 1997, o Corinthians foi atrás do ‘Capetinha’ no Japão. O jogador fez sucesso, entretanto, a partir do ano de 1998. O jogador, camisa 10 do time que conquistou o segundo Brasileirão da história do Corinthians, foi o grande destaque daquela conquista.

                    Edílson marcou 15 gols na campanha do título alvinegro. Ele marcou, inclusive, o gol que abriu caminho para a vitória do Timão na última partida da competição, contra o Cruzeiro. Por causa de suas grandes atuações, principalmente no mata-mata do torneio, Edílson acabou eleito o melhor jogador daquele Brasileirão.

                    No ano seguinte, Edílson se envolveu em sua principal confusão da carreira. O jogador, irreverente e driblador, resolveu provocar o rival Palmeiras na final do Campeonato Paulista. Quando o placar do jogo decisivo marcava 2 a 2 (5 a 2 para o Timão no placar agregado), Edílson começou a fazer embaixadas e colocou a bola sobre sua nuca, causando muita irritação dos palmeirenses, forçando o final da partida e o título do Corinthians. A partir daquele momento, qualquer dúvida em relação à identificação do ‘Capetinha’ com o Timão acabou.

                   No Brasileiro daquele ano, ele não marcou tantos gols quanto em 1998, mas conseguiu ajudar o clube a vencer seu segundo brasileiro seguido e terceiro na história. O jogador fez apenas cinco gols, sendo o mais importante deles nas semifinais, contra o São Paulo.

                   Em 2000, porém, veio a consagração. Poucos dias depois de ter vencido o Brasileirão de 1999, o Timão começou a disputar o primeiro Mundial de Clubes organizado pela Fifa. A primeira partida foi uma vitória por 2 a 0 sobre o Raja Casablanca, do Marrocos. A partida da vida de Edílson, porém, foi o duelo contra o Real Madrid, pela segunda rodada.

                   Cinco meses antes da competição, o atacante corintiano havia dito que o volante Karembeu, do clube espanhol, não jogava nada para Vampeta, que divulgou isto na época da partida, dizendo que Edílson havia prometido colocar a bola por entre as pernas do francês no duelo do Mundial. Como sempre, Edílson cumpriu. Primeiro, quando o placar marcava 1 a 0 para os merengues, Edílson recebeu um passe de Luizão e bateu no contrapé de Casillas, empatando o duelo.

                   A grande jogada da carreira do jogador e o cumprimento da promessa vieram na segunda etapa: ele pegou a bola e partiu para cima do francês, colocando a bola entre as pernas do defensor e dando um chute seco e forte, virando o jogo e calando os críticos e empurrando o time para o título contra o Vasco. O Corinthians foi campeão mundial e Edílson eleito o melhor jogador da competição.

                  A vida de Edílson no Corinthians ficou mais complicada a partir da Libertadores de 2000. Depois de ser eliminado pelo Palmeiras, Edílson foi acusado de não querer bater um pênalti no desempate e acabou sendo ofendido por torcedores, mal conseguindo deixar o clube após um treinamento. Depois da confusão, ele deixou o clube e se transferiu para o Flamengo.

                 O capetinha foi aprontar das suas no Flamengo, onde conquistou a Campeonato Carioca e a Copa dos Campeões de 2000. Em 2002 teve uma passagem muito curta pelo Cruzeiro, onde foi convocado por Luis Felipe Scolari para defender a Seleção Brasileira, campanha do pentacampeonato em 2002.

                 Esteve em campo em 4 partidas, sendo que, foi titular na vitória de 5 a 2 do Brasil sobre a Costa Rica. Nas outras três partidas entrou no segundo tempo.

                Em 2005, Edílson estava no São Caetano que enfrentaria o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. O Time do Parque São Jorge contava com os argentinos Carlos Tevez e Javier Mascherano. Na concentração do São Caetano, os companheiros de Edílson começaram a tirar sarro dele, dizendo “O argentino vai te pegar hoje, você está ferrado!”. Então o atacante apostou que pagaria um jantar aos colegas se conseguisse dar uma caneta em Mascherano.

                Mascherano ficou maluco correndo atrás de Edílson em campo e acabou levando não só uma, mas duas bolas entre as pernas. A vitória do São Caetano por 2 a 0 foi apenas um detalhe perto dos dribles desconcertantes do bom baiano.

                Depois do São Caetano, a carreira de Edílson começou a decair. Ele passou pelo Vasco da Gama e voltou ao Japão para jogar no Nagoya Grampus. Em 2009, anunciou o final da carreira com a camisa do Vitória. Mas, em 2010, aceitou a proposta do Bahia para voltar aos gramados e encerrou a carreira de vez ao final do Campeonato Baiano. Em 2013, o “Capetinha” trabalhava como empresário e fazia algumas participações especiais na TV, como na “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”

               No dia 28 de dezembro de 2015, Edílson foi anunciado como reforço do Taboão da Serra para a disputa da quarta divisão do Campeonato Paulista. Fez apenas um jogo pela equipe, aos 45 anos de idade.

               Em 15 de agosto de 2017 foi preso em Salvador-BA, por falta de pagamento de pensão alimentícia a um de seus filhos, mas foi liberado quatro dias depois. Foi a terceira detenção de Edilson pelo mesmo motivo. Ele havia sido preso também em 2014 e 2016.

1993 – Em pé: Mazinho, Roberto Carlos, César Sampaio, Tonhão (encoberto), Sérgio e Antônio Carlos    –     Agachados: Edmundo, Daniel Frasson, Evair, Edilson e Zinho
Em pé: Maurício, Márcio Costa, PC Gusmão, Nei, Gamarra, Batata, Silvinho, Rincón e Cris    –    Agachados: Dinei, Amaral, Mirandinha, Didi, Rodrigo, Vampeta, Índio, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Edílson
Em pé: Sérgio, Tonhão, Cláudio, Roberto Carlos, César Sampaio e Alexandre Rosa    –     Agachados: Flávio Conceição, Amaral, Maurílio, Edílson e Jean Carlo
Copa de 2002  –   Em pé: Lúcio, Edmílson, Roque Júnior, Gilberto Silva, Marcos, Kaká, Vampeta, Anderson Polga, Dida, Rogério Ceni e Belletti    –     Agachados: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Roberto Carlos, Kléberson, Rivaldo, Cafu, Júnior, Ricardinho, Luizão, Edílson, Denílson e Juninho Paulista
Campeão Mundial em 2000  –  Em pé: Dida, Kléber, Fábio Luciano, Vampeta, Rincón e Adilson Batista    –    Agachados: Luizão, Índio, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Edílson
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