MINUCA: zagueiro palmeirense na década de 70

                  Hermínio Francisco de Oliveira Filho nasceu dia 18 de julho de 1944, na cidade de Recife (PE). Começou a carreira no América do Rio de Janeiro, depois foi jogar no Santa Cruz, de Recife. Certa vez o Palmeiras foi fazer um amistoso contra o Santa lá no nordeste e Zéquinha que era titular da equipe esmeraldina e que teve uma brilhante passagem pelo Palmeiras, pediu para que o técnico Filpo Nuñes observasse o zagueiro Minuca, pois ele era seu cunhado e gostaria muito de vê-lo jogando no Palmeiras. Filpo gostou demais daquele zagueiro e logo após o jogo o treinador o chamou e pediu-lhe que se apresentasse ao Parque Antarctica na semana seguinte.

PALMEIRAS

E já no dia 30 de maio de 1965, Minuca como era conhecido no meio futebolístico, fez sua estreia com a camisa do Palmeiras. O jogo foi diante do Atlético Vila Alpina e neste dia o Verdão venceu por 5 a 2. Na época o zagueiro titular de sua posição era Procópio, mas aos poucos foi mostrando suas qualidades e acabou efetuando-se como titular, fazendo dupla de zaga com o extraordinário Djalma Dias. Quando Minuca assumiu a titularidade palmeirense, a equipe era assim formada; Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zéquinha e Ademir da Guia; Gallardo, Ademar Pantera, Servilio e Rinaldo. Sem dúvida alguma uma equipe simplesmente espetacular. Mas depois ainda chegaram, César Maluco, Baldochi, Tupãzinho e outros craques que formaram a Primeira Academia Palmeirense e com ela conquistaram títulos importantes ao alviverde de Parque Antarctica.

                       O primeiro título que Minuca conquistou pelo Palmeiras foi o Campeonato Paulista de 1966, quando derrotou o Comercial de Ribeirão Preto por 5 a 1, gols de Gallardo (3), Ademir da Guia e Servilio, enquanto que Paulo Bim marcou o único tento da equipe do interior. Para esta partida o técnico alviverde Mário Travaglini mandou a campo os seguintes jogadores, Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zequinha e Ademir da Guia; Gallardo, Ademar Pantera, Servílio e Rinaldo. Depois Minuca ajudou a equipe conquistar o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967. A decisão foi diante do Grêmio no dia 8 de junho, no Pacaembu. Com dois gols de César Maluco o Palmeiras venceu o jogo por 2 a 1. Ainda em 1967 Minuca conquistou mais um título com o Palmeiras.

                     Desta vez foi a Taça Brasil e a decisão foi contra o Nautico, do Recife. Foram necessários três partidas, sendo a terceira no dia 29 de dezembro no Maracanã. Com um gol de César e outro de Ademir da Guia, o Palmeiras sagrou-se campeão. Neste dia o técnico Mário Travaglini mandou campo os seguintes jogadores; Perez, Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu, Zéquinha e Ademir da Guia; Cesar, Tupãzinho e Lula. O último titulo que Minuca conquistou pelo Palmeiras foi em 1969, o bicampeonato do Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

                       Minuca jogou no Palmeiras até 1971, sendo sua última partida no dia 10 de outubro, quando o Verdão derrotou o Sport Recife por 2 a 0. Ao todo foram 194 jogos com a camisa alviverde, sendo 109 vitórias, 42 empates e 43 derrotas. Marcou nesse período somente um gol, que foi diante do Comercial de Ribeirão Preto no dia 25 de agosto de 1966, quando o Palmeiras venceu por 3 a 1. Minuca foi titular do Palmeiras até o início dos anos 1970, quando acabou perdendo espaço para a dupla Luis Pereira e Alfredo Mostarda, que já viriam formar a zaga da Segunda Academia Palmeirense.

                      Ao deixar o Parque Antarctica, foi jogar no Marília, onde ficou de 1972 à 1975 e por lá encerrou sua brilhante carreira. Como jogador, Minuca ficou conhecido por integrar a zaga da histórica Primeira Academia, sendo fundamental nas conquistas de três títulos brasileiros. Era excelente nas jogadas aéreas. Fora dos campos, também contribuiu para o clube, trabalhando nas categorias de base. Foi responsável direto na revelação do goleiro Velloso. Os laços palestrinos permaneceram, inclusive, na família do zagueiro, já que ele foi cunhado do volante Zequinha, outro craque que marcou época na história do Verdão.

TRISTEZA

                      Minuca teve um infarto em sua casa, na cidade de São Paulo, onde morava fazia quase cinquenta anos, desde que foi contratado pelo Palmeiras nos anos 1960, vindo do futebol pernambucano. O ex-zagueiro morreu dia 23 de abril de 2010. Foi um grande jogador e acima de tudo um homem exemplar, dentro e fora de campo. Era conhecido também como um grande contador de histórias. Minuca também trabalhou como técnico nas categorias de base do clube alviverde. Minuca deixou quatro filhos e oito netos.

                     Foi sepultado no cemitério Chora Menino, em São Paulo. Minuca era muito querido pela família, então vamos deixar aqui alguns depoimentos. O de seu neto por exemplo: “Vô Minuca, melhor avô que alguém pode ter, aquele homem batalhador, que se empenhava em fazer o quê gosta e sempre estava disposto a ajudar quem estava passando por dificuldades. Tudo faz lembrar ele, as histórias engraçadas, quando eu acabava dormindo e babando no seu colo, e depois ele dizia sussurrando ao meu ouvido, GOODBYE MY FRIEND”.

Em pé: Djalma Santos, Peres, Baldochi, Minuca, Dudu e Ferrari      –     Agachados: Dario, Servilio, César, Ademir da Guia e Tupãzinho
Em pé: Djalma Santos, Valdir, Djalma Dias, Minuca, Zéquinha e Ferrari      –     Agachados: Gildo, Gallardo, Servilio, Ademir da Guia e Rinaldo
Em pé: Djalma Santos, Valdir, Minuca, Djalma Dias, Dudu e Ferrari      –     Agachados: Gallardo, Ademar Pantera, Servilio, Suingue e Ademir da Guia
Em pé: Eurico, Leão, Luiz Pereira, Minuca, Dé e Dudu      –     Agachados: Edu, Leivinha, César, Ademir da Guia e Serginho

 

Postado em M

Deixe uma resposta