Ricardinho: campeão mundial pelo Corinthians em 2000

                  Ricardo Luís Pozzi Rodrigues nasceu dia 23 de maio de 1976. Nem mesmo as passagens pelos rivais São Paulo e Santos tiraram de Ricardinho a importância de ter sido um dos principais jogadores do Corinthians em uma das fases mais vitoriosas do clube. Revelado pelo Paraná Clube, o jogador já começou a carreira sendo tricampeão paranaense, nos anos de 1995, 1996 e 1997. Após tamanho sucesso, o atleta, que tinha apenas 21 anos, se transferiu em 1997 para o Bordeaux, da França, onde amadureceu dentro e fora de campo.

                 Um ano depois, em 1998, o jogador aceitou proposta do Corinthians, clube no qual poderia mostrar o seu talento para todo o Brasil. Sempre sério e compenetrado, o atleta conquistou o Campeonato Brasileiro de 1998, e recebeu suas primeiras convocações para a seleção brasileira por causa das boas atuações.

                 No ano seguinte viria o bicampeonato nacional, conquistado sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Com uma das melhores equipes que já teve em sua história, que contava também com jogadores como Marcelinho Carioca, Rincón, Edilson, Luizão e Dida, o Corinthians se preparou para buscar o maior título de sua história: o Campeonato Mundial de Clubes.

                Mesmo sem ter vencido a Copa Libertadores de 1999, título que ficou com o rival Palmeiras, o Corinthians entrou no torneio por ser o campeão do país-sede, já que o Mundial iria ser disputado nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. E a chance de fazer história não foi desperdiçada por aquele elenco de estrelas, que acabou vencendo o torneio em uma final contra o time do Vasco da Gama, em uma disputa por penalidades disputada no Maracanã.

                Até aquele ano, Ricardinho havia conquistado, no mínimo, um título por ano no Corinthians, fato que se manteve até o atleta se transferir para o São Paulo, na metade de 2002. Até lá, o meia ainda ganhou o Campeonato Paulista de 2001, a Copa do Brasil de 2002 e o Torneio Rio-São Paulo de 2002.

               Antes da transferência para o rival tricolor, Ricardinho se envolveu em uma polêmica com o meia Marcelinho Carioca. Notícias falsas plantadas na imprensa diziam que o meia teria apanhado dos companheiros por ser um espião da diretoria entre os jogadores. A crise terminou com o afastamento de Marcelinho, acusado de ser o responsável pela confusão. Apesar de ter recebido o apoio da torcida em um primeiro momento, as cobranças pelos maus resultados no Campeonato Brasileiro de 2001 caíram todas sobre Ricardinho.

              Após ser contratado pelo São Paulo, o meia, que vinha da conquista do pentacampeonato mundial pela seleção brasileira, foi hostilizado pela torcida corintiana. No entanto, sem ter sucesso no clube do Morumbi, o atleta deixou o São Paulo no final de 2003 e foi para o Middlesbrough, da Inglaterra. Logo em seguida, o jogador voltou para o Brasil, para defender o Santos, onde foi Campeão Brasileiro de 2004.

             Em 2006, mais de três anos após deixar o Parque São Jorge, Ricardinho voltou para o Corinthians para tentar atingir o grande sonho do clube: a conquista da Copa Libertadores. No entanto, novamente em um time com estrelas, como o argentino Carlitos Tevez, o Timão fracassou no torneio continental, sendo eliminado pelo River Plate nas oitavas de final.

             Apesar de não ter conquistado o título que todo corintiano almeja, o vasto número de conquistas que o atleta trouxe ao Parque São Jorge são mais do que suficientes para elevar o jogador ao patamar de ídolo do Corinthians.

             Mesmo não brilhando, foi convocado por Parreira para mais uma Copa, a de 2006. Com o meio-campo estrelado da Seleção Brasileira, contando com Kaká e Ronaldinho Gaúcho, Ricardinho não teve muito espaço e o Brasil foi eliminado pela França nas quartas-de-final.

             Neste mesmo ano, o meia foi se aventurar no futebol turco, sendo contratado pelo Besiktas-TUR. Ficou por lá de 2006 a 2008, conquistando apenas a Copa do Turquia, em 2007.

             Ricardinho teve uma rápida e discreta passagem pelo Al-Rayyan, do Qatar, em 2008.

             Acertou sua transferência para o Atlético-MG no dia 10 de setembro de 2009, com um contrato que ia até dezembro de 2011. Porém, o atleta foi dispensado do Galo, antes do término do contrato, no dia 3 de abril de 2011.

             Em 24 de maio de 2011, aceitou o desafio de jogar no Esporte Clube Bahia e ajudar o Tricolor Baiano a voltar aos seus melhores dias. 

             A passagem pelo clube baiano durou menos de um ano, e no início de 2012 Ricardinho decidiu pendurar as chuteiras.

             Logo em seguida, foi anunciado como treinador do Paraná, time que o revelou para o futebol nacional. No entanto, a fraca campanha do Tricolor na Série B daquele ano fez com que o ex-meia fosse desligado do cargo no mês de setembro. De novembro de 2012 à 15 de março de 2013,  trabalhou como treinador do Ceará, mas foi demitido pelos resultados na Copa Nordeste e do Campeonato cearense.  

            Dois dias sem emprego ficou o ex-meia. Após ser demitido do Ceará foi contratado pelo Avaí em 17 de março de 2013, para comandar a equipe no estadual. Mas ficou apenas dois meses e 25 dias no cargo, após a derrota em casa para o América Mineiro, o ex-meia de Corinthians e São Paulo pediu demissão. 

            No dia 9 de setembro de 2014, Ricardinho acertou seu retorno ao Paraná, clube onde iniciou a carreira de treinador de futebol.  Em dezembro de 2014, após evitar a queda do Paraná para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, Ricardinho foi contratado pelo Santa Cruz para dirigir o clube em 2015.

            Em fevereiro de 2016, Ricardinho foi anunciado como novo técnico da Portuguesa, tendo a missão de levar a equipe à Série A1 do Paulista e à Série B do Brasileiro. Ele permaneceu no Canindé até o dia 28 de março do mesmo ano, dia em que pediu demissão após derrota no dia anterior para ao Rio Branco, por 2 a 0. Hoje reside no Paraná e vive uma vida tranquila, assim como ele sempre foi, um sujeito pacato e muito tranquilo.

2002   –   Em pé: Lúcio, Edmílson, Roque Júnior, Gilberto Silva, Marcos, Kaká, Vampeta, Anderson Polga, Dida, Rogério Ceni e Belletti   –    Agachados: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Roberto Carlos, Kleberson, Rivaldo, Cafu, Ricardinho, Luisão, Edílson e Denílson 
Em pé: Maurício, Márcio Costa, PC Gusmão, Nei, Gamarra, Batata, Silvinho, Rincón e Cris    –     Agachados: Dinei, Amaral, Mirandinha, Didi, Rodrigo, Vampeta, Índio, Ricardinho, Marcelinho e Edílson
Em pé: Dida, Kleber, Fábio Luciano, Vampeta, Rincon e Adilson    –   Agachados: Luizão, Índio, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Edilson
Em pé: Ivan, Kleber, Scheidt, Rogério, João Carlos, André Luiz e Maurício    –   Agachados: Paulo Nunes, Marcelinho Carioca, Ricardinho e Elton
Em pé: Rogério, Gleguer, Kleber, Scheidt, João Carlos e Ivan    –   Agachados: Luizão, Paulo Nunes, Marcelinho Carioca, Ricardinho e Marcinho
Em pé: Nei, Gamarra, Rincon Batata, Vampeta e Silvinho    –   Agachados: Fernando Baiano, Ricardinho, Índio, Marcelinho Carioca e Edilson
Em pé: Rogério, Scheidt, Kleber, João Carlos, André Luiz, Maurício e Ivan    –   Agachados: Muller, Marcelinho Carioca, Ricardinho e Elton
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