PAIS E FILHOS: pais e filhos que brilharam no futebol

                   Uma humilde homenagem a pais e filhos que brilharam no futebol brasileiro, numa relação direta de DNA e talento.  São vários os exemplos, que podemos citar, mas vamos nos ater a alguns, que julgamos notórios e que serão devidamente identificados pelos mais diversos torcedores do país.

DOMINGOS DA GUIA e ADEMIR DA GUIA

                   Ambos iniciaram suas carreiras no Bangu Atlético Clube, clube da zona-oeste do Rio de Janeiro.  Domingos da Guia após destaque no Bangu, jogou pelo Vasco da Gama, Nacional de Montevidéo, Boca Juniors da Argentina, Flamengo, Corinthians e encerrou a carreira no Bangu.  Teve destaque na Seleção Brasileira, disputando a Copa de 1938.   Ademir da Guia após passagem rápida pelo Bangu, notabilizou-se no Palmeiras.  No Parque Antártica jogou de 1962 a 1977, conquistando muitos títulos: Dois Campeonatos Brasileiros, cinco Campeonatos Paulistas, um Torneio Rio-São Paulo, uma Taça Brasil e uma infinidade de títulos internacionais. Jogou também a Copa do Mundo de 1974.

PINGA e ZIZA

                   Pinga foi o maior artilheiro da história da Portuguesa e jogou no time entre 1944 e 1952, marcando 190 gols (132 no Campeonato Paulista, 18 no Torneio Rio-São Paulo, 16 em partidas internacionais e 24 em amistosos). Foi o artilheiro do Campeonato Paulista de 1950 com 22 gols. Foi um atacante que notabilizou-se no Vasco da Gama, onde marcou um total de 250 gols e foi na sua época o segundo maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Ademir de Menezes. Ainda com a camisa cruzmaltina, ganhou dois Campeonatos Cariocas (1956 e 1958) e um Rio São Paulo (1958). Na Seleção Brasileira durante a Copa de 1954, foi um brilhante jogador.  Seu filho Ziza também teve careira importante, jogando por Guarani, Botafogo e Atlético/MG.

NEI e DINEI 

                  Nei Oliveira foi um atacante que brilhou no Corinthians. Foi revelado nos juvenis do Corinthians no início dos anos 60. Foi muito prejudicado por previsões absurdas que “garantiam” que o clube do Parque São Jorge “também já tinha um Pelé”. Como isso não aconteceu, obviamente, Ney, de tão cobrado, anos depois rumou para o Rio de Janeiro, onde jogou no Vasco da Gama, Flamengo e Botafogo.  Dinei marcou época no Corinthians na década de noventa, com títulos importantes na carreira corintiana, ou seja, Campeão Brasileiro em 1990, 98 e 99.

DJALMA DIAS e DJALMINHA

                 São outros exemplos de fenomenais DNA.  Djalma Dias um zagueiro raro, de classe e técnica que brilhou no América/RJ (campeão carioca de 1960), Palmeiras (Campeão paulista e Taça do Brasil), Atlético/MG, Santos (Campeão paulista) e Botafogo.  Foi pré selecionado para jogar a Copa do Mundo de 1970, disputando todos os jogos das eliminatórias.  Djalminha foi o craque consagrado no Flamengo (Campeão da Copa do Brasil 1990, Carioca 1991 e Brasileiro 1992), Guarani, Palmeiras (Campeão paulista) e La Coruna (Campeão Espanhol, Copa do Rei, UEFA).  Teria disputado a Copa do Mundo de 2002 não fosse seu destempero e indisciplina.

WLADIMIR e GABRIEL

                 Exemplos de laterais com brilho destacado.  O pai foi um excepcional jogador do Corinthians atravessando os anos setenta e oitenta, com inúmeros títulos.  O mais marcante o Campeonato Paulista de 1977, conquistou também o paulista de 1979, 1982 e 1983. Ainda hoje é o jogador que mais vezes vestiu a camisa do alvinegro de Parque São Jorge, ou seja, 805 vezes ( 372 vitórias,  256 empates e 177 derrotas). Marcou 32 gols, sendo que dois são inesquecíveis para o lateral. Um é aquele de bicicleta contra o Tiradentes, no Canindé, na goleada do Corinthians por 10 a 1. Wladimir fez parte da Democracia Corintiana, movimento que pregava maior participação dos atletas nas decisões ligadas ao departamento de futebol do clube. Gabriel ainda em atividade, iniciou sua carreira no São Paulo, mas seu brilho fundamental no Brasil foi no Fluminense.

DONDINHO – PELÉ e EDINHO 

                 Dondinho jogou no Atlético Mineiro na década de 40, mas devido a uma contusão muito séria, precisou encerrar a carreira. Já seu filho Pelé, foi o maior jogador de futebol de todos os tempos. Participou de quatro Copas do Mundo, sagrando-se Campeão Mundial em três oportunidades (1958, 62 e 70). Pelo Santos, Pelé foi artilheiro do Campeonato Paulista por onze vezes, sendo que em 1958, marcou simplesmente 58 gols, um recorde de jamais será quebrado. Foi campeão 46 vezes, entre eles, dez títulos paulista, duas vezes na Libertadores, duas vezes no Mundial Interclubes, cinco pela Taça Brasil, quatro pelo Torneio Rio São Paulo e tantos outros de menor expressão.  Jogou pelo Santos 1.115 vezes, venceu 725, empatou 200, perdeu 190 e marcou 1.091 gols. Em toda a carreira foram 1.281 gols. Edinho seu filho, teve uma passagem positiva nos anos 90 no Santos, com brilho no Campeonato Nacional de 1995.

LELA e RICHARLISSON / ALECSSANDRO

                  Lela foi um grande jogador na década de 80, sagrando-se Campeão Brasileiro em 1985 pelo Coritiba, numa final emocionante contra o Bangu, em pleno Maracanã, onde o titulo foi decidido através de cobranças de pênaltis. Jogou também na Inter de Limeira e por diversos clubes do interior paulista. Seus filhos também seguiram os caminhos do pai, sendo que Richarlisson resolveu ser um zagueiro, onde começou no Santo André e depois teve sua melhor fase jogando no São Paulo, onde conquistou inúmeros títulos. O outro filho de Lela, o Alecssandro, resolveu seguir os passos do pai e também foi jogar no ataque, onde brilhou no Internacional de Porto Alegre por alguns anos.

BOLIVAR pai e BOLIVAR filho

               O pai, no início da década de 70, foi levado ao Grêmio de Porto Alegre, aonde despontou para o futebol como ponta esquerda, permanecendo até 1976, que na época tinha o seguinte time; Carlos, Eurico, Ancheta, Beto Fuscão e Bolivar; Vitor Hugo, Luis Carlos e Iúra; Zéquinha, Tarciso e Ortiz. O técnico do tricolor gaúcho era Telê Santana. Lá no Grêmio a ordem era odiar tudo que fosse vermelho, devido a enorme rivalidade com o Inter de Porto Alegre. Bolivar chegou inclusive a defender nossa seleção no Torneio de Cannes e também disputou as Olimpíadas de 1972, em Munique, Alemanha. Depois jogou na Portuguesa de Desportos por três anos e veio a consagrar-se na Internacional de Limeira, onde jogou por quase 10 anos, quando ajudou a conquistar o maior título da sua história.

                  Sagrou-se Campeão Paulista ao superar o Palmeiras na final de 1986. Até hoje, quando conversa com os amigos, é chamado de “Xerife de Limeira”, tamanho o respeito e admiração que construiu nesta cidade. O Bolívar filho já possui títulos importantes como os Campeonatos Gaúchos de 2004, 2005 e 2009, Copa Libertadores da América e Mundial Interclubes em 2006 e Copa Sul-americana de 2008, todos conquistado atuando pelo Internacional, arqui-rival do Grêmio aonde o seu pai se destacou.

PABLO FORLAN e DIEGO FORLAN

               O pai foi um lateral direito que impunha respeito a qualquer adversário, tal era sua garra e vontade de vencer. Começou no Peñarol, do Uruguai, onde sagrou-se campeão da liga uruguaia em 1964, 65, 67 e 68. Foi campeão também da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes em 1966. Ainda neste ano, disputou a Copa do Mundo da Inglaterra e depois voltou a representar seu país no mundial de 1974, sendo campeão da Copa América em 1967. Enfim, foi um jogador que deu muitas glórias ao futebol uruguaio. Em 1970 veio para o Brasil defender as cores do Tricolor Paulista, onde sagrou-se Campeão Estadual em 1970, 71 e 75. O filho Diego brilha até hoje nos campos europeus. Sua maior glória foi no mundial de 2010, na África do Sul, onde foi apontado como um dos melhores jogadores da Copa. Em 2011 sagrou-se campeão da Copa América que foi disputada na Argentina.

SERVÍLIO pai e SERVILIO filho

               O pai jogou no Corinthians de 1938 até 1949, disputou 360 partidas com a camisa alvinegra e marcou 201 gols. Era chamado de “bailarino” pela beleza de seu futebol. Sagrou-se Campeão Paulista em 1938, 39 e 41 e foi o artilheiro da competição em 1945 com 17 gols, em 1946 com 20 gols e em 1947 com 21 gols, enfim, foi um meia-direita que marcou época no Corinthians. O filho também jogou no Corinthians em 1970, onde fez somente 36 partidas. Mas sua melhor fase foi com a camisa do Palmeiras, onde jogou de 1963 à 1968, fazendo parte da primeira Academia Palmeirense. Nesse período sagrou-se Campeão Paulista em 1963 e 1965. Também sagrou-se Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1965 e da Taça Brasil de 1967.

               Estes atletas, pais e filhos, por tudo que fizeram pelo nosso futebol brasileiro, merecem todos um abraço especial. E a todos os pais que prestigiam este site, recebam meus sinceros cumprimentos e um forte abraço.

Ademir da Guia e Domingos da Guia
Carlos Alberto e Torres
Djalma Dias e Djalminha
Diego Forlan e Pablo Forlan
Bolivar filho e Bolivar pai
Gabriel e Wladimir
Lela – Alecssandro – Richarlisson
Edinho – Pelé – Dondinho
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