EDUARDO: ídolo no Corinthians e no São Paulo

                  Eduardo Barbosa de Albuquerque nasceu dia 22 de fevereiro de 1943, na cidade de São Paulo. Jogou no Corinthians de 1961 até 1967, depois foi jogar no São Paulo, onde ficou até 1971, depois no Cruzeiro, até 1968, no Náutico até 1971, onde encerrou a carreira. Defendeu nossa seleção brasileira em 1963 e 1964, uma época que para ser titular precisava jogar muita bola, como exemplo vamos citar esta em que Eduardo participou em 1963 numa excursão pela Europa; Gilmar, Djalma Santos, Eduardo, Roberto Dias e Altair; Zito e Gerson; Marcos, Nei, Pelé e Pepe. Depois que encerrou a carreira em 1972, formou-se em Economia e trabalhou como executivo na Editora Abril por 13 anos, no ramo gráfico e também na Listel Listas Telefônicas por 19 anos no ramo publicitário. Hoje ele tem uma empresa de consultoria em sociedade com sua filha, na qual desenvolve atividades ligadas aos ramos gráficos, de transporte e distribuição e informática.

CORINTHIANS

               Aos 15 anos de idade foi levado para as categorias de base do Corinthians, onde profissionalizou-se em 1961. Das categorias de base até o time de aspirantes, sempre atuando como zagueiro, Eduardo já demonstrava um estilo clássico, procurando antecipar-se aos atacantes e fechando os espaços com sua colocação sempre oportuna. Sempre leal e correto em suas disputas de bola, Eduardo chegou ao time de profissionais em 1960, mas só foi efetivado no elenco a partir do ano de 1961.

               Na época, a geração de Homero, Idário, Goiano, Olavo e Roberto Belangero já começava a deixar saudades nos torcedores e a missão do ainda zagueiro do time de aspirantes Eduardo parecia ser desafiadora. Seu primeiro ano como profissional foi marcado pelo time que recebeu dos torcedores rivais a alcunha de “Faz me rir” (bolero que fazia sucesso na voz da cantora Edith Veiga), em razão do fraco desempenho no campeonato paulista, tanto é que perdeu as cinco primeiras partidas do campeonato. E para piorar a situação, sofreu uma goleada de 5 a 1 para o Santos no dia 16 de agosto e outra de 7 a 0 para a Portuguesa de Desportos dia 15 de novembro. Com isto, o Corinthians terminou o campeonato em 7º lugar com 33 pontos. Disputou 30 jogos, venceu 12, empatou 9 e perdeu 9. Marcou 49 gols e sofreu 48. O campeão foi o Santos e o artilheiro da competição foi Pelé, com 47 gols.

               A primeira partida de Eduardo no time profissional aconteceu dia 18 de junho de 1961, quando o alvinegro enfrentou a Portuguesa de Desportos, num amistoso realizado no Parque São Jorge. O Corinthians venceu por 1 a 0, gol de Paulinho. Para esta partida o técnico Alfredo Ramos mandou a campo os seguintes jogadores; Gilmar, Egídio, Eduardo, Ari Clemente e Walmir; Sidney e Gelson; Valdir, Paulinho, Higino e Neves. A Lusa do Canindé nesta época tinha um grande time; Felix, Nelson, Ditão, Odorico e Vilela; Lever e Ocimar; Jair da Costa, Servilio, Silvio e Babá.

               Se um dos pontos fortes do Corinthians nos anos cinquenta era o sistema defensivo, naquele início dos anos sessenta a situação não era a mesma. Eram constantes as mudanças de treinador e de escalações, além de contratações que quase sempre não davam resultado. Mesmo assim, o bom futebol de Eduardo foi se firmando a ponto de vestir a camisa da Seleção Brasileira em 1963, quando a mesma fez uma excursão à Europa, enfrentando, Israel, Egito, Itália, Inglaterra, Alemanha, Holanda e França. Depois em 1964, Eduardo participou de mais dois amistosos pela seleção. Ao todo Eduardo atuou em nove partidas (5 vitórias, 1 empate, 3 derrotas) e também não balançou as redes nenhuma vez.

               Em 1965, Eduardo vestiu pela última vez a camisa da nossa seleção, mas não entrou em seu currículo como participação em jogos da seleção brasileira. Acontece que dia 16 de novembro de 1965, o Corinthians representou o Brasil num jogo amistoso realizado na Inglaterra diante do Arsenal e o alvinegro de Parque São Jorge jogou com o uniforme azul da nossa seleção. Neste dia o técnico Osvaldo Brandão mandou a campo os seguintes jogadores; Marcial, Galhardo, Eduardo, Clovis e Edson; Dino Sani e Rivelino; Marcos, Flávio, Nei e Geraldo José. Na segunda etapa entraram Jair Marinho e Gilson Porto. O jogo terminou com a vitória do time inglês por 2 a 0, com dois gols do atacante Sammels.

               No ano seguinte Eduardo ajudou o Corinthians a conquistar a Taça Laudo Natel. A grande decisão foi diante do São Paulo no dia 10 de julho de 1966. O jogo foi no Pacaembu e o árbitro foi  Olten Aires de Abreu. Foi um jogo sensacional, onde tivemos oito gols. O empate dava o título ao Corinthians, que estava perdendo por 4 a 3 até os 44 minutos do segundo tempo, quando Nair empatou a partida.

               O único título importante que conquistou pelo Corinthians, foi o Torneio Rio-São Paulo de 1966, assim mesmo teve que dividir o título com mais três equipes; Santos, Vasco e Botafogo, pois todos terminaram a primeira fase com o mesmo número de pontos e como não havia datas para um quadrangular, pois já estava iniciando os preparativos da nossa seleção para a Copa da Inglaterra, a CBD (atual CBF) declarou os quatro clubes como campeões. Depois desse título, Eduardo permaneceu no Parque São Jorge até 1967, sendo a sua última partida com a camisa alvinegra no dia 22 de janeiro de 1967, quando o Corinthians goleou o Ferroviário da cidade de Araçatuba, num jogo amistoso realizado naquela cidade.

              O jogo terminou 5 a 2 para o Timão, com cinco gols do atacante Flávio, um jogador que marcou época jogando pelo Corinthians. Para este jogo o técnico Zezé Moreira mandou a campo os seguintes jogadores; Marcial, Jair Marinho, Eduardo (Ditão), Galhardo (Clóvis) e Edson (Maciel); Nair e Rivelino (Dino Sani); Marcos (Bataglia), Flávio, Tales (Ney) e Gilson Porto. Ao todo Eduardo vestiu a camisa corintiana 183 vezes. Venceu 103, empatou 37 e perdeu 43. Não marcou nenhum gol.

SÃO PAULO F.C. 

               Em 1967 foi jogar no São Paulo F.C. outro clube que também vivia um período de estiagem de títulos, pois o último havia sido em 1957, quando derrotou o Corinthians por 3 a 1 no dia 29 de dezembro de 1957, jogo este que ficou conhecido como a “tarde das garrafadas”. Eduardo enfrentou seu ex-clube somente duas vezes, dia 8 de setembro de 1968 e dia 7 de março de 1970. No primeiro encontro deu Corinthians 2 a 1. No segundo deu empate em 2 a 2. O time do São Paulo em 1970 era formado por; Picasso, Cláudio, Eduardo, Roberto Dias e Tenente; Carlos Alberto e Nenê; Miruca, Babá, Terto e Toninho Guerreiro. O técnico era Zezé Moreira. Pelo São Paulo, Eduardo disputou apenas 41 partidas no período entre 1967 e 1970 (19 vitórias, 7 empates, 15 derrotas) e também sem nenhum gol marcado. Em 1971, seu passe foi vendido ao Náutico onde encerrou a carreira profissional no ano de 1972. Eduardo, um dos mais corretos e leais zagueiros de nosso futebol, tem dois filhos e cinco netos.

OUTROS CLUBES

               Em 1971, seu passe foi vendido ao Clube Náutico Capibaribe, onde encerrou sua carreira profissional no ano de 1972. Algumas fontes pesquisadas registram ainda uma suposta passagem de Eduardo pelo Cruzeiro de Belo Horizonte em 1968. No entanto, não foram encontrados suportes de crédito para essa confirmação.

FORA DAS QUATRO LINHAS

               Longe dos gramados, formou-se em Economia e trabalhou como executivo na Editora Abril por 13 anos até abrir uma consultoria no segmento gráfico, e na Listel Listas Telefônicas (19 anos), no ramo publicitário. Hoje tem uma empresa de consultoria em sociedade com sua filha na qual desenvolve atividades de ligadas aos ramos gráfico, de transporte e distribuição e informática. É casado com a filha de Milton Galdão, saudoso jornalista esportivo de mídia impressa e ex-presidente da ACEESP. Eduardo, um dos mais corretos e leais zagueiros de nosso futebol, tem dois filhos e cinco netos.

              Em sua passagem pelo Timão, onde começou a jogar em 1958, atuou em 183 partidas e não marcou nenhum gol. No Tricolor do Morumbi, foram 41 partidas e também sem nenhum gol marcado. Pela seleção brasileira, Eduardo atuou em nove partidas e também não balançou as redes.

Em pé: Nenê, Roberto Dias, Celso, Edilson, Eduardo e Picasso    –   Agachados: Miruca, Terto, Babá Benê e Paraná
Em pé: Lima, Zito, Roberto Dias, Rildo, Eduardo e Gilmar    –   Agachados: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe
Em pé: Djalma Santos, Zito, Altair, Roberto Dias, Eduardo e Gilmar    –   Agachados: Marcos, Gerson, Pelé, Nei e Pepe
Em pé: Djalma Santos, Zéquinha, Roberto Dias, Rildo, Eduardo e Gilmar     –   Agachados: Marcos, Gerson, Quarentinha, Amarildo e Zagallo
Em pé: Oreco, Augusto, Amaro, Clóvis, Eduardo e Heitor    –    Agachados: Nei, Luizinho, Silva, Flávio e Marcos
1962   –   Em pé: Augusto, Oreco, Cabeção, Cássio, Eduardo e Ari Clemente   –   Agachados: Bataglia, Silva, Nei, Ferreirinha e Lúcio

1963   –  Em Pé: Amaro, Oreco, Cláudio, Eduardo, Ari Clemente e Heitor    –   Agachados: Marcos, Davi, Silva, Bazani e Lima
1964  –   Em Pé: Oreco, Ari Hercílio, Galhardo, Edson, Eduardo e Heitor   –   Agachados: Marcos, Luizinho, Silva, Flávio e Bazani
Em pé: Aldo, Ferreirinha, Oreco, Augusto, Eduardo e Ari Clemente  –    Agachados: Espanhol, Manoelzinho, Nei, Rafael e Gelson
Em pé: Osvaldo Brandão (técnico), Marcial, Clóvis, Maciel, Galhardo, Edson, Dino Sani, Eduardo e Heitor    –     Agachados: Jair Marinho, Nei, Rivelino, Marcos, Flávio, Geraldo José e Gilson Porto
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