VELLOSO: ídolo no Palmeiras e no Atlético Mineiro

              Wagner Fernando Velloso nasceu dia 22 de setembro de 1968, na cidade de Araras-SP. Era o terceiro goleiro do Palmeiras quando ganhou uma chance de ouro. Zetti havia quebrado a perna num jogo contra o Flamengo no Maracanã e Ivan, o substituto direto  também se contundiu. Velloso entrou no gol e se consagrou no clássico contra o Corinthians no Paulista no dia 16 de abril de 1989, quando o alviverde venceu por 2 a 0, gols de Neto e Gaúcho. Depois de um longo período longe do Palmeiras, quando foi emprestado ao União São João e Santos, retornou para reassumir o posto no Paulista de 1993. Machucou-se e perdeu a posição para Sérgio. Recuperou a posição, ganhou títulos importantes e, em 1999, se contundiu de novo. Substituído por Marcos, ficou fora do time campeão da Libertadores. Com a boa fase de Marcos, Velloso foi transferido para o Atlético Mineiro. Depois que encerrou a carreira, virou empresário.

PALMEIRAS

              Velloso, que é primo do ex-vascaíno Sorato, começou a carreira de goleiro no Palmeiras com apenas 21 nos. Em 1989, ele foi profissionalizado. A chance no gol time principal apareceu com o técnico Emerson Leão, que não contava com Zetti (titular) e Ivan (primeiro reservas), ambos contundidos. Velloso foi um dos destaques da equipe alviverde no Paulistão de 1989, competição na qual o Palmeiras foi eliminado pelo azarão Bragantino, então comandado por Vanderlei Luxemburgo. O Palmeiras tinha uma boa equipe que contava com jogadores como o quarto-zagueiro Dario Pereira, o lateral-direito Edson Boaro, os meias Neto e Edu Manga, o centroavante Gaúcho, entre outros.

               Velloso chegou a ter oportunidade na seleção brasileira em 1990, mas não foi feliz em um amistoso contra a Espanha. A Fúria venceu a partida por 3 a 0. O jogo contra os espanhóis parece ter mexido com Velloso, que também perdeu a condição de titular no Palmeiras. O goleiro chegou a deixar o clube em 1992. Ficou um tempo parado e depois jogou pelo União São João, de Araras (SP). Em 1993, também por empréstimo, defendeu o Santos. Na Vila Belmiro, recuperou-se e voltou a ter boas atuações. No ano seguinte, em 1994, voltava a ser titular da meta palmeirense. Nas finais do Brasileirão daquele ano, contra o arqui-rival Corinthians, Velloso foi um dos principais destaques do time comandado por Vanderlei Luxemburgo. O Palmeiras foi bicampeão brasileiro naquele ano.

               Velloso também foi importante na conquista do título paulista de 1996, quando o Palmeiras marcou mais de 100 gols no estadual. No entanto, Velloso não foi feliz na final da Copa do Brasil, quando falhou no gol marcado pelo centroavante Marcelo Ramos. O time mineiro venceu a decisão por 2 a 1, em pleno estádio Palestra Itália, e comemorou o título. Mas Velloso não se abateu e foi até 1999 um dos melhores jogadores da Sociedade Esportiva Palmeiras. Uma contusão o tirou da equipe. Foi aí que surgiu a oportunidade para Marcos se destacar na conquista da Libertadores de 1999. Foi titular do Palmeiras entre 1994 e 1998. É o quinto goleiro que mais jogos disputou pelo clube, sendo superado apenas por Leão, Oberdan, Valdir de Morais e Marcos. e também chegou a fazer alguns amistosos com a seleção brasileira.

ATLÉTICO MINEIRO

               Velloso foi contratado em 1999. No início daquela temporada, ele havia se machucado no Palmeiras, abrindo o caminho para Marcos se firmar como titular com grandes atuações na Copa Libertadores daquele ano, que culminaram no título. “Fiquei cinco meses parado em recuperação. Quando voltei, o meu contrato estava vencendo. Acabei recebendo propostas do Atlético e do Vasco. Assinei rapidamente com o Atlético, após receber uma ligação do Bebeto de Freitas e me reunir com ele”, recorda. No Palmeiras, Velloso havia deixado o seu nome marcado, com títulos importantes conquistados, como Campeonato Brasileiro de 94, Copa do Brasil de 98, Mercosul de 98 e Campeonato Paulista de 1993, 94 e 96.           

               No Atlético, ele começou a construir a sua história de forma positiva, com ótima campanha no Brasileirão de 1999. “Cheguei com a montagem do time sendo feita. Não sabíamos se ia dar certo. Claro que a expectativa era sempre de fazer uma boa campanha. Mas chegar até a final foi muito bom e um pouco surpreendente”. As fases finais do Brasileiro, quando o Galo eliminou Cruzeiro e Vitória, ficaram na memória de Velloso. “As festas que nós vaziamos após as partidas eram inesquecíveis. Reuníamos em uma chopperia. Eram atletas, diretoria e torcedores juntos. Comemorávamos cada classificação. O torcedor cantava o hino e todos cantavam juntos. Era uma confraternização muito legal e uma união grande”, conta. Na final, no entanto, o título ficou com o Corinthians. “Era um grande clube. No ano seguinte, conquistou o título Mundial também”, lembra Velloso. No primeiro da decisão, ele ficou fora por suspensão de cinco cartões amarelos. Kleber foi o seu substituto e o goleiro titular assistiu ao jogo de uma cabine do Mineirão.

              Em 2004, depois de sofrer várias contusões, ele deixou o Atlético Mineiro e acertou com o Atlético de Sorocaba (SP). Chegou a fazer boas partidas pela equipe do interior paulista, em especial uma contra o próprio Palmeiras, no Palestra Itália. Depois de sofrer mais uma lesão, o bom goleiro decidiu pendurar as luvas. Velloso permaneceu no Atlético Mineiro por cinco anos, defendendo as redes alvinegras. A contratação de Velloso pelo Corinthians quase foi fechada em 2000, mas o goleiro decidiu permanecer no Atlético Mineiro. À época, o alvinegro do Parque São Jorge procurava um substituto para Dida. Anos antes, Velloso conta que tinha tudo certo para defender o São Paulo, mas por amizade a Zetti, o titular da época, preferiu ficar no Palmeiras.

              Não é por acaso que Velloso é dono de uma marca de respeito no clube do Galo Mineiro, pois está na frente de ídolos como Mão de Onça, Ortiz, Mussula e Taffarel, ele é o terceiro que mais defendeu o Galo. Com a camisa do Galo sagrou-se campeão mineiro em 2000, realizou 231 partidas e sofreu 274 gols. Apenas João Leite e Kafunga defenderam mais a meta alvinegra do que Velloso. O primeiro fez 684 partidas, com 453 gols sofridos, entre 1976 e 1992, período não sequencial. O segundo jogou 335 vezes e foi vazado com 430 tentos, entre 1935 e 1954. “Foi bastante importante e gratificante ser reconhecido em Minas como grande ídolo do clube. Tinha muito tempo de Palmeiras e precisava reconquistar o torcedor. Um clube como o Atlético, com a torcida que tem, fiquei cinco anos e conquistei a confiança da torcida” declarou Velloso.

TREINADOR

               Após o encerramento de sua carreira, Velloso tornou-se técnico de futebol. Em maio de 2006, ele foi contratado pelo Rio Branco de Americana para ser o auxiliar técnico de Pintado, com quem já tinha trabalhado um ano antes na Inter de Limeira. Em 2008, tornou-se treinador do América de São José do Rio Preto. Deixou o clube pouco tempo depois. Foi substituído pelo ex-zagueiro Victor Hugo. Em junho do mesmo ano, ele foi fazer estágio com Felipão na seleção portuguesa. Ex-comandado do técnico gaúcho, Velloso também aproveitou para trabalhar como observador técnico. Em 2009, o ex-goleiro assumiu o comando da Catanduvense para a disputa da Série A2 do Paulista, mas deixou o cargo no início de fevereiro.

               Em março, assumiu o Paraná Clube com o objetivo de evitar o rebaixamento da equipe no Campeonato Paranaense. Logo em sua estréia vence o clássico paratiba. O treinador obteve cinco vitórias, três empates e cinco derrotas, em um total de 13 partidas. Em maio do mesmo ano, Velloso é demitido, deixando o clube nas mãos do também ex-goleiro Zetti. Em 15 de dezembro de 2011, Velloso assumiu o comando técnico do Cene-MS, clube que disputaria em 2012 o Campeonato Sul-Mato-Grossense e o Brasileirão Série D.

POLÍTICO E EMPRESÁRIO

               No ano de 2012, lançou sua candidatura a vereador em Araras-SP, mas não foi eleito, contabilizando apenas 211 votos. Como o lado político não deu certo, resolveu partir para o lado empresarial. Após 17 anos ‘fechando o gol’, principalmente do Palmeiras e do Atlético-MG, clubes com os quais mais se identificou durante a sua carreira, Velloso tirou as luvas de goleiro e atualmente administra, juntamente com o seu irmão mais velho, o “Velloso Sport Center” em Araras, cidade do interior do estado de São Paulo. O ex-jogador admite que tem como função no empreendimento, que já existe há vários anos, fazer o ‘lado social’ com os clientes, pois é conhecido pelos momentos de glória no Palmeiras, onde foi campeão brasileiro, paulista, da Copa do Brasil, da Copa Libertadores da América e da Copa Mercosul na década de 90.

              Quem administra é o seu irmão Valdir. Agora que ele está em Araras, quase todo dia aparece por lá frequentemente porque a choperia tornou-se um ponto de encontro de torcedores da região, que o procuram para tirar fotos. Lá tem quadras de futebol society, de tênis e uma choperia com pista de boliche. Por isso o centro ficou conhecido como choperia do Velloso. Enquanto celebra o sucesso do negócio, que já conquistou uma clientela e é local para festas universitárias e shows em Araras.

Em pé: Dario Pereira, Toninho Cecílio, Dorival Junior, Edson, Velloso e Abelardo    –   Agachados: Mauricinho, Gerson Caçapa, Gaúcho, Edu Manga e Neto
Em pé: Roberto Carlos, Carlinhos, Beto Médice, Henrique, Vinícius e Velloso    –   Agachados: Rubinho, Toledo, César, Glauco e Eder
Em pé: Velloso, Pimentel, Kleber, Roque Junior e Rogério    –   Agachados: Alex, Viola, Galeano, Euler e Zinho
Em pé: Kleber, Velloso, César Sampaio, Cláudio, Wagner e Antônio Carlos    –   Agachados: Edmundo, Flávio Conceição, Evair, Rivaldo e Zinho

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