RONALDO: goleiro que mais vezes vestiu a camisa corintiana (602)

                    Ronaldo Soares Giovannelli nasceu dia 20 de novembro de 1967, na capital paulista. Ronaldo foi fanático por bola desde os tempos de peladas no bairro da Penha, em São Paulo. Profissionalizou-se em 1988 no Timão e herdou a camisa Nº 1 de Carlos e Valdir Peres, estreando contra o São Paulo, no dia 28 de fevereiro de 1988. Este jogo foi realizado no estádio do Morumbi e o Corinthians jogou com; Ronaldo, Edson, Marcelo, Denílson e Dida; Biro Biro, Wilson Mano e Everton; Marcos Roberto, Edmar e Paulinho Carioca. Na ocasião, o técnico Jair Pereira não podia contar com o titular Carlos, que estava machucado, e apostou em Ronaldo. O Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 1 (gols de Edmar e Wilson Mano) e Ronaldo foi eleito o melhor jogador da partida, defendendo inclusive um pênalti cobrado pelo zagueiro Dario Pereira. E logo no primeiro ano de carreira saboreou o título paulista em cima do Guarani, em Campinas, conquista que se repetiu em 1995 e 1997.

                  Em 1990, ganhou o Campeonato Brasileiro e cinco anos depois a Copa do Brasil, vencendo o Grêmio em pleno estádio Olímpico, período em que usava a braçadeira de capitão da equipe. Deixou o clube no começo de 98, quando o técnico Vanderlei Luxemburgo assumiu a equipe alvinegra. Entre 1988 e 1998, foram 602 partidas (283 vitórias, 186 derrotas e 133 derrotas) e 571 gols sofridos, números que mostram porque Ronaldo é um dos maiores nomes da história do alvinegro Parque São Jorge. Quando estreou no Corinthians em 1988 Ronaldo dos Santos Giovanelli mal poderia imaginar que se tornaria, anos depois, o goleiro que mais vezes vestiu a camisa corintiana na história.

                  Ao deixar o Parque São Jorge, foi jogar no Fluminense, mas não foi feliz. A equipe carioca vivia uma crise e para piorar as coisas foi rebaixada para a terceira divisão do Brasileiro. No ano seguinte, ele foi defender a Internacional de Limeira e o Cruzeiro. Em 2000, Ronaldo jogou pela Portuguesa e pelo Gama e em 2001 acertou com a Ponte Preta. Depois defendeu ainda o ABC, de Natal (RN), e a Portuguesa Santista, seu último clube. Tudo ia bem até que uma contusão o afastou dos gramados e a recuperação foi demorada, fazendo com que encerrasse sua carreira. 

                 Na seleção brasileira, Ronaldo, apesar de ser um dos arqueiros mais talentosos nos anos 90, teve poucas chances. Mesmo vivendo grande fase entre 1988 e 1997, Ronaldo teve poucas chances na seleção brasileira. Para alguns, o goleiro é considerado um dos maiores injustiçados em se tratando de seleção. Foram apenas dois jogos oficiais (contra o Resto do Mundo, em 1990, e contra a Alemanha, em 1993). Ronaldo sofreu dois gols,

                Considerado um jogador com temperamento explosivo, Ronaldo ainda é lembrado hoje pela torcida corintiana como um dos principais ídolos do clube em todos os tempos.  Fã de Elvis Presley, Ronaldo chegou a gravar um CD da banda “Ronaldo e os Impedidos”. Certa ocasião, o ousado Ronaldo quis se aventurar nos meios musicais e fracassou literalmente com o seu rock. Lançou a banda ‘Ronaldo e os Impedidos’ que vendeu pouco mais de 20 mil cópias. O goleiro e também vocalista do grupo ainda tentou mudar o nome da banda para ‘Ronaldo e os Fora da Lei’, mas a investida foi infrutífera. Assim, o jeito foi ficar apenas em “sua praia”, que era jogar futebol.   

               Atualmente, fora dos gramados profissionais, é comentarista esportivo na Band. Aos saudosistas, suas performances ainda podem ser acompanhadas em atuações esporádicas em duelos do Showbol. Nesta modalidade, sagrou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo de Showbol 2007 derrotando na final o eterno rival Palmeiras. Na partida, acabou sendo expulso num lance com o palmeirense Jean Carlo, e após a partida envolveu-se em áspera discussão com a esposa do adversário. Ronaldo foi idolatrado no maior período como atleta profissional do Corinthians, mas viveu fase de turbulência antes de deixar o clube. Brigas desnecessárias com torcedores corintianos implicaram até em ameaças de morte. O goleiro foi marcado pela fama de mascarado, encrenqueiro e milagreiro.

               Nos bons tempos, ganhava jogo para o time com defesas impossíveis e, exatamente por isso, gesticulava e gritava com companheiros de defesa para correção de erros. Ronaldo reclamava da ‘juizada’ e endurecia a cada renovação de contrato. Há quem diga que não prosperou na Seleção Brasileira pelo temperamento intempestivo, mas no Corinthians ficou dez anos, totalizando 602 jogos. No ranking daqueles que mais vestiram a camisa do clube, só perde para o lateral-esquerdo Vladimir (803 partidas) e o atacante Luizinho, o ‘Pequeno Polegar’ (606). Durante os dez anos que vestiu a camisa do Corinthians, conquistou vários títulos paulista, um campeonato brasileiro (o primeiro da história do clube) e uma Taça Brasil.

               Estes, porém, não são apenas alguns dos motivos pelos quais Ronaldo é considerado pelo torcedor corintiano o maior goleiro do time na história. O jogador terminou em primeiro lugar na enquête do LANCENET! (com 45% dos votos) e integra a seleção dos 5.000 jogos da história do Timão. Não foram apenas os títulos que colocaram Ronaldo como ícone e símbolo da nação alvinegra. Seu espírito de luta, a garra e o amor à camisa marcaram eternamente seu nome na história do clube de Parque São Jorge. Até hoje, o ex-jogador tem o reconhecimento e o carinho dos corintianos e ele diz:  “No dia-a-dia eu tenho o reconhecimento e o carinho do torcedor.

               Eles reconhecem tudo o que fiz com a camisa do Corinthians”. Quanto ao título recebido pela enquête, Ronaldo também mostrou-se lisonjeado pelo fato de ter sido escolhidos pelos usuários do LANCENET! o melhor goleiro em 5.000 partidas na história do Timão, no entanto, muito emocionado ainda teve humildade para dizer; “Quero agradecer muito por isso. Só de ter sido o goleiro que mais vestiu a camisa do Corinthians seria motivo de felicidade, mas esse reconhecimento é muito legal”.

               O ex-jogador, entretanto, diz não se considerar o melhor da história do Timão. Para ele, Gilmar dos Santos Neves, que vestiu a camisa corintiana na década de 50 e disputou 572 jogos, é o maior arqueiro de todos os tempos do Alvinegro. “Eu, o Dida e o Felipe nem chegamos nos pés do Gilmar. Ele sim foi o maior goleiro” – completou Ronaldo.

               Ronaldo ainda é marcado como goleiro cheio de manias. Tinha o hábito de bater chuteiras nas traves, fazer o sinal da cruz todas as vezes que entrava em campo e gostava de jogar com camisas de mangas curtas, contrastando com o uniforme tradicional de goleiros, as camisas de mangas compridas, algumas ainda preservando cotoveleira embutida, para evitar contusões em quedas. Em 1998, sem acordo para renovar contrato com o Corinthians e sem apoio do então treinador Wanderley Luxemburgo no Parque São Jorge, seu destino foi o Fluminense.

               A rigor, nas Laranjeiras teve de brigar para receber salários atrasados, ameaçou abandonar a equipe, e hesitou permanecer no clube para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, mas permaneceu. Nunca escondeu de ninguém que é um corintiano apaixonado pelo clube. Por ora esse torcedor corintiano de infância por diversas vezes já confessou aversão pelo Palmeiras: “Devo ter sido palmeirense só em outra encarnação, quando era uma árvore”. Ronaldo é assumidamente corintiano, o que demonstra que enquanto guardava a meta alvinegra, defendia mais do que sua honra, mas também seu time do coração.

              Outras frases ditas por Ronaldo se referindo ao amor pelo Corinthians; “Ser corintiano é como a cor dos olhos, cor dos cabelos…é genético !!!  Você nasce assim e morrerá assim! Só sendo pra saber…”  Ainda hoje, mesmo fora de Parque São Jorge, Ronaldo continua ajudando o Corinthians, e prova disso aconteceu na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2009. Um dia antes, Ronaldo foi chamado na concentração justamente para falar da relação entre o time e a Fiel torcida corintiana. E Ronaldo atendeu ao pedido do técnico Adaílton Ladeira e falou com os jovens atletas do Timão sobre como deveria ser o comportamento na grande decisão da Copinha.

              E os garotos parecem ter entendido muito bem, já que a torcida fez o Pacaembu tremer, o que confirmou tudo aquilo que Ronaldo havia dito aos garotos; “Essa torcida é fantástica. O que ela faz não existe. Ela apóia o tempo todo, empurra, não pára de cantar. É muito legal, vocês vão ver”. E não deu outra, quase 40 mil corintianos viram mais uma conquista corintiana dentro daquela competição   Ronaldo, em suas participações no programa Bola na Rede, da Rede TV, não esconde de ninguém a satisfação por um triunfo do Corinthians e a irritação por um fracasso de seu time do coração, que, por muitas vezes, está jogando no mesmo momento do programa, sendo que as informações dos resultados são passadas ao vivo.

             Devido a atitudes como essa, Ronaldo até hoje é idolatrado pela Fiel Torcida. Ronaldo que sofreu com o Corinthians na 2ª Divisão, agora  só quer curtir a sensação de conforto por poder ver sua equipe do coração novamente duelando com os principais times do Brasil.  Ronaldo encerrou a carreira depois de 18 anos como profissional, em 2006, e virou comentarista esportivo. Ele é casado com Roberta e tem dois filhos.

Em pé:  Bernardo, Célio Silva, Henrique, André Santos e Ronaldo    –     Agachados: Silvinho, Marcelinho Carioca, Zé Elias, Marques, Viola e Souza

Em pé: Édson, Denílson, Márcio, Marcelo, Dida e Ronaldo    –     Agachados: Wilson Mano, Agnaldo, Viola, Ronaldo Marques e Paulinho Carioca
Em pé: Wilson Mano, Dama, Marcelo, Dida, Giba e Ronaldo     –    Agachados: Marcos Roberto, Barbieri, Gilberto Costa, Cláudio Adão e João Paulo
Em pé: Wilson Mano, Marcelo, Dama, Márcio, Dida e Ronaldo     –    Agachados: Marcos Roberto, Gilberto Costa, Cláudio Adão, Ivan e João Paulo
Em pé: Elias, Gralak, Wilson Mano, Henrique, Zé Elias e Ronaldo     –    Agachados: Viola, Cláudio Marques, Ezequiel, Marcelinho Carioca e Souza
CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1990   –    Em pé: Giba, Jacenir, Marcelo, Guinei, Márcio e Ronaldo     –    Agachados: Fabinho, Wilson Mano, Tupãzinho, Neto e Mauro
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