RIVALDO: campeão do mundo com nossa seleção em 2002

                        Rivaldo Vitor Borba Ferreira nasceu dia 19 de abril de 1972, no município de Paulista, interior de Pernambuco. Com apenas 19 anos, após se destacar no time que leva o nome de sua cidade natal, assinou seu primeiro contrato profissional, com o Santa Cruz. Em 1992, brilhou na Copa São Paulo de Futebol Jr e despertou o interesse do Mogi Mirim-SP.

                       Além do meia-atacante, o time do interior de São Paulo levou também Válber, que, à época, era considerado a verdadeira revelação do Tricolor Pernambucano. Com os reforços, o Mogi conquistou a Série A2 do Campeonato Paulista, com uma equipe que ficou conhecida como “Carrossel Caipira”.

                       Com uma visão de jogo incrível e uma facilidade em marcar gols plasticamente perfeitos, o pentacampeão em 2002 encantou as torcidas do Mogi Mirim, Corinthians, Palmeiras, Barcelona e Seleção Brasileira. Rivaldo anunciou o fim da carreira no dia 15 de março de 2014, aos 41 anos de idade.  No entanto, a má fase do Mogi Mirim, time presidido pelo próprio Rivaldo, na Série B do Brasileirão de 2015, fez com que o meia voltasse atrás na aposentadoria e retornasse aos gramados. Poucas horas após marcar um dos gols da vitória por 3 a 1 contra o Macaé, Rivaldo renunciou à presidência do Mogi Mirim no dia 15 de julho de 2015.

                        O bom desempenho em campo levou Rivaldo ao seu primeiro grande clube do futebol brasileiro, em 1993, o Corinthians. Chegou ao Parque São Jorge por empréstimo e teve excelente atuações no Brasileirão daquele ano, conquistando até a Bola de Prata da Revista Placar. Em 1994 foi convocado para a Copa daquele ano, mas não chegou a participar. Depois foi vendido ao Palmeiras da Parmalat por R$ 2,4 milhões.

                        Chegou ao alviverde para disputar o Campeonato Brasileiro, e, com três gols nas finais contra o Corinthians, foi fundamental para que a equipe chegasse a mais um título nacional. Ainda pelo Palmeiras conquistou o Paulistão de 1996.

EUROPA

                         Ainda em 1994, foi transferido para o Deportivo La Coruña, da Espanha. Foi convocado para disputar as Olimpíadas de Atlanta, como um dos jogadores acima dos 23 anos. A experiência não foi nada boa para Rivaldo, já que foi considerado pela torcida brasileira um dos culpados pela derrota para a Nigéria, nas semifinais da competição.

                         Para compensar, o meia brilhou logo que chegou ao futebol espanhol. Marcou 21 gols pelo Deportivo, sendo o destaque da equipe que ficou com o terceiro lugar do Campeonato Espanhol. Tanto sucesso fez com que Rivaldo fosse comprado pelo poderoso Barcelona, que buscava um substituto para Ronaldo “Fenômeno”, por aproximadamente 30 milhões de dólares.

                         Logo que chegou ao clube catalão, ajudou o clube a conquistar o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei. O meia vivia uma fase mágica, tanto que foi convocado por Zagallo para a Copa do Mundo de 1998, onde marcou três gols na competição, mas não conseguiu evitar a derrota para a França por 3×0 na grande final.

                         Em 1999, Rivaldo viveu o melhor momento de sua carreira. No ano do centenário do Barcelona, deu ao time, novamente o título do Campeonato Espanhol e no final da temporada, foi eleito pela Fifa, o melhor jogador do ano, além de receber da Revista France Football a Bola de Ouro.

                          Assim como outros grandes jogadores do futebol mundial, o meia conseguia se destacar em seu clube, no entanto, não ia tão bem na seleção brasileira. Mas isso acabou na Copa de 2002, quando Rivaldo, ao lado de Ronaldo Fenômeno, fez uma Copa impecável e foi fundamental para o pentacampeonato brasileiro.

                          Após o mundial, se transferiu para o futebol italiano, para jogar no Milan. Não conseguiu se firmar como titular da equipe e acabou perdendo ainda mais espaço com a chegada do brasileiro Kaká. Em 2004, foi negociado com o recém-campeão do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro.

                           Também não obtendo sucesso no clube mineiro, acabou retornando para a Europa na mesma temporada para defender o Olympiakos, da Grécia, onde ficou por três anos e conquistou por lá o Campeonato Grego por três vezes, além da Copa da Grécia, duas vezes. Em 2007 foi para o AEK de Atenas, na Grécia, mas no entanto, não faturou títulos pelo seu novo clube.

                           No ano de 2008, foi transferido para o Bunvodkor, do até então desconhecido futebol do Uzbequistão. Ficou lá por dois anos, conquistando dois campeonatos nacionais e uma Copa do Uzbequistão.

                            O meia, que já havia sido eleito presidente do Mogi Mirim em outubro de 2008, anunciou no dia 18 de novembro de 2010 que voltaria a atuar como jogador do clube do interior paulista, onde o atleta apareceu para o futebol brasileiro em 1992. No entanto, uma proposta tentadora o seduziu. Foi chamado para jogar no São Paulo Futebol Clube, e no dia 22 de janeiro de 2011, os dirigentes tricolores anunciaram a contratação do novo camisa 10.

                            No dia 1 de dezembro de 2011, o meio-campista anunciou que não renovaria seu contrato com o Tricolor Paulista. No ano seguinte, aceitou a proposta do Kabuscorp, da Angola, mas sua aventura por lá não deu certo e em novembro de 2012 já se despedia do time africano, assinando contrato em janeiro de 2013 com o São Caetano.

                             Pelo Azulão, sofreu o primeiro rebaixamento da sua carreira. No dia 13 de abril de 2013, após o empate de 1×1 com o Penapolense, foi decretada a queda do time para a Série A-2 do Campeonato Paulista. Sua saída do São Caetano aconteceu em 7 de novembro de 2013, após seguidas lesões atrapalharam seu rendimento na equipe da Grande São Paulo.

                             Rivaldo anunciou o fim da carreira no dia 15 de março de 2014, aos 41 anos de idade. No entanto, a má fase do Mogi Mirim, time presidido pelo próprio Rivaldo, na Série B do Brasileirão de 2015, fez com que o meia voltasse atrás na aposentadoria e retornasse aos gramados. Poucas horas após marcar um dos gols da vitória por 3×1 contra o Macaé, Rivaldo renunciou a presidência do Mogi Mirim, no dia 15 de julho de 2015.

2002  –  Em pé: Lúcio, Edmílson, Roque Júnior, Gilberto Silva, Marcos, Kaká, Vampeta, Anderson Polga, Dida, Rogério Ceni e Belletti     –     Agachados: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Kleberson, Rivaldo, Cafu, Junior, Ricardinho, Luisão, Edílson e Denílson 
1998 – Em pé: Junior Baiano, Taffarel, Cesar Sampaio, Aldair, Cafu e Rivaldo   –    Agachados: Roberto Carlos, Ronaldo, Denilson, Romário de Dunga
2002   –   Em pé: Edmílson, Lúcio, Gilberto Silva, Roque Júnior, Marcos e Cafu    –    Agachados: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Rivaldo e Kleberson
Em pé:  Júnior, Cafú, Sandro, Cléber, Galeano e Velloso    –    Agachados: Flávio Conceição, Rivaldo, Luizão, Djalminha e Müller
Em pé:   Taffarel, César Sampaio, Rivaldo, Aldair, Júnior Baiano e Cafú    –    Agachados: Ronaldo, Roberto Carlos, Leonardo, Bebeto e Dunga
Em pé: Luiz Carlos Winck, Elias, Henrique, Paulão, Marcelinho Paulista e Ronaldo Agachados: Leto, Rivaldo, Viola, Valber e Ezequiel
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