REMO: cinco títulos paulista pelo São Paulo F.C.

                                Remo Januzzi nasceu dia 14 de janeiro de 1917, na cidade de Visconde do Rio Branco (MG). Era um jogador de baixa estatura, porem, valente e rompedor. Ou seja, pegava a bola e ia driblando, tabelando e avançando. Parecia ter na perna esquerda um imã que atraia a bola. Costumava fazer muitos gols, além das assistências que dava aos atacantes.

                               Veio do Santos, mas construiu sua carreira no São Paulo Futebol Clube, time pelo qual jogou 345 partidas, colecionando 213 vitórias, 55 empates e 77 derrotas. Marcou nesse período 110 gols. Pelo Tricolor sagrou-se campeão paulista em 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949.

                                Remo assinou contrato com o Tricolor no dia 1 de fevereiro de 1940, no entanto, fez sua estreia somente no dia 3 de março, quando o São Paulo enfrentou o Corinthians num jogo amistoso realizado no Parque São Jorge, casa corintiana. O jogo terminou com a vitória alvinegra por 2×1, gols de Teleco e Servilio (de bicicleta), enquanto que Bazzoni marcou o único tento do Tricolor.

                                 Para esta partida o técnico são-paulino Amilcar Barbuy, escalou a seguinte equipe; Caxambu, Fiorotti (Bruno), Iracino, Lizandro, Walter, Orozimbo, Mendes (Bazzoni), Jofre, Luiz Malta, Remo (Novelli) e Paulo.

                                  Sua última partida com a camisa são-paulino foi no dia 2 de dezembro de 1951, quando o Tricolor perdeu para o Santos por 2×1 pelo Campeonato Paulista. Os gols santistas foram marcados por Ivan e Cento e Nove, enquanto que Teixeirinha (gol olímpico) marcou para o Tricolor.

                                   Para este jogo que foi realizado no Pacaembu, o técnico são-paulino Ariston de Oliveira, mandou a campo os seguintes jogadores; Mário II, Turcão, Mauro Ramos de Oliveira, Bauer, Alfredo, Dino, Alcino, Lauro, Álvaro II, Remo e Teixeirinha. No dia 31 de dezembro de 1951, Remo se desligava do clube.

                                  Remo jogou por mais oito anos, até que resolveu pendurar as chuteiras. Depois foi viver as emoções fora das quatro linhas, ou seja, foi trabalhar como treinador. Foi um jogador que fez história no São Paulo F.C. Era habilidoso, costumava servir seus companheiros, mas também era oportunista. Como técnico trabalhou no São Paulo, onde dirigiu a equipe em apenas 14 oportunidades no período de dois meses. Foram 4 vitórias, 3 empates e 14 derrotas. Infelizmente não teve o mesmo sucesso de quando era jogador.

Seleção Paulista de 1943    – Em pé: Del Debbio (técnico), Junqueira, Brandão, Zezé Procópio, Oberdan, Oswaldo e Dino    –     Agachados: Luizinho, Lima, Leônidas da Silva, Remo e Hércules
Em pé: Joreca (técnico), Piolim, Florindo, King, Zezé Procópio, Zarzur e Noronha    –   Agachados: Bárrios, Sastre, Leônidas da Silva, Remo e Pardal
Em pé: Piolim, Rui, Bauer, Renganeschi, Noronha e Gijo   –    Agachados: Luizinho, Sastre, Leônidas da Silva, Remo e Teixeirinha
Em pé: Piolim, Rui, Zezé Procópio, King, Florindo e Noronha    –    Agachados: Bárrios, Sastre, Leônidas da Silva, Remo e Pardal
1946   –   Em pé: Paulo Machado de Carvalho, Rui, Bauer, Piolim, Gijo, Reganeschi, Noronha e o treinador Joreca    –    Agachados Luizinho, Sastre, Leônidas da Silva, Remo e Teixeirinha
Em pé: Rui, Savério, Mauro, Bauer, Mário e Noronha    –   Agachados: China, Ponce de Leon, Leônidas da Silva, Remo e Teixeirinha
Em pé: Luisinho, Leônidas da Silva, King, Virgílio, Silva e Noronha   –    Agachados: Piolim, Waldemar de Brito, Lola, Remo e Pardal

 

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