PEDRO ROCHA: símbolo da garra uruguaia

              Pedro Virgílio Franchetti Rocha nasceu dia 3 de dezembro de 1942, na cidade de Salto no Uruguai e que fez muito sucesso aqui no Brasil, jogando pelo São Paulo F.C. de 1970 até 1977. Segundo Pelé, Pedro Rocha foi um dos cinco melhores jogadores de futebol do mundo.  Sempre foi ídolo pelos clubes que passou, como Peñarol do Uruguai, São Paulo F.C. e também vestindo a camisa azul celeste de seu país, pela qual disputou as Copas de 66, 70 e 74.

              Pedro Rocha começou sua carreira aos 17 anos, como centroavante nas equipes de base do Peñarol.  Mas o toque refinado e a visão de jogo, logo o levaram para o meio de campo, onde se consagrou como um dos maiores jogadores do seu país e do mundo.  Convocado para a Seleção da FIFA em 1.968, esteve com o time do Uruguai na Copa de 70, no México, onde atuou apenas na estréia, na vitória por 2 a 0 sobre Israel.

              Chegou no São Paulo F.C. em setembro de 1.970, contratado por Cr$ 870 mil. O tricolor paulista sonhava com Dom Pedrito desde o ano anterior. Foi recebido pela torcida no aeroporto, com muita festa, mas não teve a atuação esperada na equipe quando chegou ao time, pois o dono da posição era Gerson, e como competir com o prestígio do meia tricampeão do mundo ?  Mas aos poucos foi ganhando seu espaço na equipe que naquela época tinha a seguinte formação:  Sérgio, Forlan, Jurandir, Dias e Gilberto; Edson, Gerson e Pedro Rocha; Terto, Toninho Guerreiro e Paraná. E como técnico Zezé Moreira.  Já naquele ano, o São Paulo sagrou-se campeão paulista, coisa que não acontecia desde 1.957.  No ano seguinte foi bi campeão paulista pelo tricolor e novamente campeão em 1.975.  

              Na conquista do título paulista de 1.975, Pedro Rocha era o grande maestro daquela equipe devido a sua experiência, pois naquela época, estavam despontando nomes como Muricy Ramalho, Serginho Chulapa e Zé Carlos Serrão.  Rocha foi figura central do time são-paulino e no coração da torcida tricolor. Com sua experiência, levou também o clube ao vice-campeonato da Taça Libertadores em 74.

              Na época, o São Paulo F.C. tinha também outro uruguaio, o lateral direito Forlan que juntamente com Pedro Rocha, mostravam uma raça incrível, e tudo isto aliado ao estilo elegante e o passe refinado de Dom Pedrito, conquistaram a admiração do torcedor e o respeito dos adversários.   A vítima preferencial do talentoso uruguaio foi o Palmeiras, principal rival do São Paulo nas decisões daquele período, em duelos memoráveis contra Dudu e Ademir da Guia. Já no final de carreira, jogou pelo alvi verde de Parque Antarctica, onde participou de apenas 9 jogos (5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas) e balançou as redes apenas uma vez. 

              Pedro Rocha sempre foi um líder dentro de campo. Mesmo quando jogava no Peñarol do Uruguai, liderou o maior time que o grande clube de Montevidéu teve em sua história, onde jogavam Maidana, Caño, Caetano, Gonçalves, Abadie, o equatoriano Spencer e o peruano Joya.

              Antes de encerrar sua carreira nos meados de 80, ainda passou por Coritiba em 1978, Palmeiras em 1979, Bangu também em 1979, Monterrey do México em 1980 e Al-Nasser da Arábia Saudita também em 1980.  Após pendurar as chuteiras, ele foi técnico de várias equipes no Brasil, como o Mogi-Mirim, a Portuguesa, Rio Branco (MG), inclusive em 2005, Pedro Rocha foi o grande responsável pela ascensão do time profissional de Taboão da Serra para a Segunda Divisão do futebol  paulista.

INTER DE LIMEIRA

              Pedro Rocha é o 9º técnico que mais comandou a Internacional na história, com 39 jogos. Foram 14 vitórias, 11 empates e 14 derrotas. Sob seu comando o Leão da Paulista marcou 51 gols e sofreu 44. Foram duas passagens pela Inter. Sua primeira durou de 6 de maio de 1981 a 22 de julho de 1981. Ele foi demitido após o empate com o Comercial de Ribeirão Preto em pleno Limeirão, por 1 a 1. Depois foi contratado no dia 21 de maio de 1983, sendo demitido após derrota em casa para o América de São José do Rio Preto por 2 a 1.

              Com a camisa são-paulina, Pedro Rocha fez 393 jogos (198 vitórias, 128 empates, 67 derrotas) e marcou 119 gols, sendo o 12º maior artilheiro da história do clube. Lá, sagrou-se campeão paulista duas vezes (1971 e 1975). Em 1972, foi artilheiro do Brasileirão, com 17 gols, dividindo a artilharia com Dada Maravilha do Atlético Mineiro.

              Já no Peñarol, ele conquistou suas maiores glórias. Faturou sete títulos nacionais, três Libertadores e dois Mundiais interclubes. Além disso, jogou três Copas do Mundo com a seleção uruguaia, em 1962, 1966, 1970 e 1974, algo inédito para um jogador uruguaio.

              Pedro Rocha ficou tão ligado ao Brasil que manteve vários negócios no país. A começar de uma loja de material esportivo no bairro do Itaim Bibi em São Paulo. E deu continuidade à tradição de craques estrangeiros do clube, que começou com o argentino Sastre nos anos 40 e prosseguiu depois com Poy, Dario Pereira e Lugano.

Principais Títulos:

Pelo Peñarol – hepta campeão uruguaio (60/61/62/63/65/67/68); campeão da Libertadores (60/61/66), campeão mundial interclubes (61/66)

Pelo São Paulo –  campeão paulista (71/75)

Pelo Coritiba – campeão paranaense (1978)

Pela seleção do Uruguai  –   campeão sul-americano (1967)

TRISTEZA

               O ex-jogador Pedro Virgilio Rocha, ídolo do São Paulo e da seleção uruguaia e ex-técnico de vários clubes brasileiros, morreu na noite do dia 2 de dezembro de 2013, na véspera de completar 71 anos de idade. Pedro Rocha sofria de atrofia do mesencéfalo (doença degenerativa que o impedia de andar e falar, além de causar dano à visão, e se agravou nos últimos anos).

               Os principais jornais do Uruguai deram total destaque ao seu falecimento “Sua saúde era delicada. Finalmente, hoje, sua luz de apagou, deixando uma lembrança duradoura e um legado incalculável aos fãs de futebol”.

Em pé: Adailton, Sérgio, Gilberto, Edson, Jurandir e Forlán    –     Agachados: Paulo, Terto, Pedro Rocha, Gérson e Paraná
PEÑAROL  DO  URUGUAI  –  Em pé, da esquerda para à direita: o segundo é Mazurkiewicz, o terceiro é Gonçalves e o sexto é Pablo Forlán. Agachados, da esquerda para à direita: Abadie, Pedro Rocha, Alberto Spencer, Sacía e Joya
Em pé: Gilberto, Sérgio, Roberto Dias, Edson, Jurandir e Forlan    –     Agachados: Paulo, Terto, Pedro Rocha, Gérson e Paraná

 

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