PEDRINHO: campeão da Libertadores de 1998 pelo Vasco da Gama

                      Pedro Paulo de Oliveira nasceu dia 29 de julho de 1977, na cidade do Rio de Janeiro. Revelado pelo Vasco da Gama, onde iniciou no futsal aos seis anos de idade, Pedrinho foi promovido à equipe principal em 1995 junto com o seu amigo Felipe com quem conviveu em todas as categorias de futebol do clube. Começou a se destacar no Campeonato Brasileiro de 1997, e formou ao lado de Ramon e Juninho Pernambucano um meio-campo ofensivo que criava jogadas para a dupla de ataque Evair e Edmundo.

                     Viveu o melhor momento de sua carreira na campanha vitoriosa do Vasco na Copa Libertadores de 1998, sendo decisivo nas quartas-de-final onde marcou dois gols frente ao Grêmio. Após a conquista, Pedrinho foi convocado pela primeira vez à Seleção Brasileira, que enfrentaria a Iugoslávia. Porém, em 6 de setembro, dois dias antes de se apresentar, ele rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito após uma entrada forte de Jean Elias, durante jogo contra o Cruzeiro, em São Januário

                      Passados sete meses de recuperação, o jogador voltou num amistoso pelo ‘Expressinho’, time B do Vasco, contra o Duque de Caxias, onde marcou dois gols. Contudo, dois dias depois, em outro amistoso, contra o Volta Redonda, o meia voltou a sentir o mesmo problema no joelho. Pedrinho só retornaria 11 meses depois, em fevereiro de 2000, na primeira partida da decisão do Rio-São Paulo daquele ano.

                      Dois meses depois envolveu-se num episódio polêmico na final da Taça Guanabara. Na comemoração do seu gol, o último na goleada de 5×1 sobre o Flamengo, Pedrinho foi comemorar com gestos mandando a torcida rival se calar. Pouco depois, antes de ser substituído, recebeu um passe no lado do campo e fez algumas embaixadas. A atitude irritou parte da equipe adversária.

                      O rubro-negro Juan recebeu o cartão amarelo por tentar atingir com um carrinho o meia vascaíno logo após o lance, e alguns jogadores do Flamengo foram para cima de Pedrinho, iniciando uma confusão generalizada dentro de campo. Ainda fez parte do memorável título da Copa Mercosul de 2000 e disputou a Libertadores de 2001, na qual o time chegou às quartas-de-final.

PALMEIRAS

                       Ao se transferir para o Palmeiras em 2001, sendo envolvido na dívida em que o clube carioca possuía com o Palmeiras, devido a aquisição do atacante Euller (filho do vento), onde estava tendo um ótimo desempenho no Campeonato Brasileiro, Pedrinho se lesionou seriamente pela terceira vez em novembro curiosamente contra o Vasco da Gama, seu antigo clube. Novamente o ligamento cruzado anterior, desta vez no joelho esquerdo. Ficou parado por oito meses.

                       Em outubro de 2002, a CBF divulgou que ele havia sido flagrado no antidoping em partida do mês anterior, com a substância antidepressiva bupropiona. Porém, a entidade admitiu que o jogador consumia a medicação com a sua anuência. Já como titular em 2004, com gols decisivos e boas atuações, ajudou o alviverde a garantir vaga na Libertadores, um ano depois de disputar a segunda divisão. Nesse mesmo ano, disputou a sua única partida pela Seleção Brasileira num amistoso com o Haiti.

                         Em 6 de março de 2005, após estar afastado desde dezembro do ano anterior devido a uma lesão no joelho, Pedrinho voltou na vitória por 3×1 contra o Santos, fazendo dois gols com uma grande exibição no Parque Antarctica. Desafortunadamente, se machucou de novo algumas semanas depois. Pouco jogou no Brasileirão e, antes mesmo do campeonato terminar, foi negociado com o Al-Ittihad, um clube da Arábia Saudita, que disputaria o Mundial de Clubes; acabou inscrito fora do prazo e ficou de fora do torneio. Regressou ao Brasil em 2006 para defender o Fluminense, mas não teve uma boa temporada; voltou a sofrer com contusões e só disputou 18 partidas naquele ano, sendo dispensado em dezembro.

SANTOS F.C.

                         Desacreditado, Pedrinho foi contratado pelo Santos em 26 de janeiro de 2007, após passar 17 dias recuperando-se no departamento médico do time, onde foi descoberto e tratado um desequilíbrio em sua cintura pélvica, principal causa das constantes lesões. No clube, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, quem havia lhe convocado para a Seleção em 1998, voltou a jogar com regularidade e em alto nível. Campeão paulista, esteve presente na campanha do time às semifinais da Libertadores. Em talvez sua melhor apresentação com a camisa alvinegra, Pedrinho marcou dois gols na goleada por 4×1 sobre o Cruzeiro na Vila Belmiro, vitória que iniciou a reabilitação do Santos no Campeonato Brasileiro, onde foi um dos jogadores mais importantes da equipe que se classificou à Copa Libertadores de 2008 como vice-campeã.

AL AIN

                          Em 3 de janeiro de 2008, Pedrinho acertou por cinco meses com o Al Ain, dos Emirados Árabes. No mesmo ano retornou ao Brasil e para o clube onde iniciou a carreira. Em setembro o Vasco da Gama anunciou a sua contratação para o resto do ano.

FIGUEIRENSE

                           Depois de seu contrato acabar, Pedrinho foi para o Figueirense, por indicação de seu amigo Edmundo. Após passagem sem muito brilho pelo clube catarinense, no dia 6 de Agosto de 2009, Pedrinho anuncia a sua decisão de encerrar a carreira como jogador, aos 32 anos de idade. O principal motivo seria as constantes lesões que o perseguiram praticamente durante toda a sua carreira futebolística. Após dois anos longe dos gramados, em outubro de 2011 Pedrinho anunciou o acerto com o Olaria do Rio de Janeiro, para a disputa do Campeonato Carioca de 2012.

APOSENTADORIA

                           Pedrinho deu adeus ao futebol no dia 13 de janeiro de 2013, quando o Vasco derrotou os holandeses do Ajax em amistoso comemorativo por 1X0. O jogador, na semana que antecedeu ao jogo, se emocionou ao poder participar dos preparativos ao lado do elenco cruz-maltino.

PEDRINHO E SUAS LESÕES

                           Pedrinho conviveu a carreira toda com lesões. Em entrevista a ESPN, Pedrinho disse que teve uma época de sua carreira que ele começou a achar que seu problema era psicológico, mas que o fisioterapeuta Nilton Petroni descobriu que o suas lesões eram causadas por conta de um desequilíbrio no quadril. Esta parceria com o Nilton Petroni permitiu que, em 2007, defendendo o Santos, Pedrinho conseguisse jogar mais de 60 jogos na temporada.

                           Também em entrevista a ESPN, Pedrinho disse que uma parcela de culpa de suas lesões cabe a si próprio, pois ele fazia uma carga superior de treinos a que seu corpo suportava, e, por muitas vezes, chegava a esconder suas dores para poder jogar.

CARREIRA PÓS APOSENTADORIA

                           Em 12 de janeiro de 2014 foi contratado para ser comentarista do programa “Jogo Aberto Rio” da BAND do Rio de Janeiro ao lado de Djalminha e Larissa Erthal. Em 29 de março de 2015, em razão de uma crise financeira da BAND, 50 profissionais foram sumariamente demitidos, entre eles Pedrinho e Djalminha, chegando ao fim o programa “Jogo Aberto Rio” na filial da BAND do Rio de Janeiro.

                            Em 10 de dezembro de 2015, Pedrinho foi confirmado com auxiliar técnico do ex-jogador Deivid para a temporada 2016 do Campeonato Mineiro. Em 4 de julho de 2016 foi anunciado para dirigir a equipe do Tigres do Brasil-RJ no Campeonato Carioca de 2017, ao lado do ex-companheiro de Vasco, Felipe. Pedrinho e Felipe se demitiram do cargo em 11 de fevereiro de 2017, após duas derrotas do time.

                           Em 2019 Pedrinho passou a conversar com outras emissoras sobre o futuro na telinha e aproveita os dias ociosos ao lado dos três filhos – Lara, Alice e Enzo. Ao mesmo tempo, o canhoto com passagens por Vasco, Palmeiras e Fluminense utiliza o tempo livre para outra paixão recente: a musculação.

                            Insatisfeito com o físico pouco avantajado dos tempos de atleta que lhe rendeu sérias lesões, Pedrinho encontrou na atividade física na academia uma maneira de superar antigos traumas. “Cara, acho que fiquei meio complexado com aquele meu tamanho. Era muito franzino. Todo mundo brincava, me chamava de fraquinho. Quero ficar forte. Agora eu estou maior e o pessoal até respeita mais quando vou jogar uma pelada [risos]”, brincou o comentarista.

                            Além da diferença facilmente percebida visualmente, em fotos e outras postagens nas redes sociais, os números mostram a evolução muscular do jogador apontado por muitos como um dos grandes nomes do futebol brasileiro no final da década de 90, mas que sofreu com lesões no joelho. “Na época que eu jogava, tinha entre 62kg e 63kg. Hoje estou batendo uns 69kg. São quase sete quilos de massa muscular.

                             Isso faz diferença. Jamais conseguiria jogar mantendo minhas características com este peso. Nas peladas que jogo hoje em dia, fico travado, pesado, não é a mesma coisa. Mas nem me incomodo. Estou muito feliz com meu corpo novo”, destacou o ex-jogador de 37 anos que atuava como meia pela esquerda.

                            Outra novidade na rotina de Pedrinho é a vida noturna. Discreto na época de atleta, ele tenta recuperar o tempo perdido. “Sempre que posso, procuro aproveitar com minha esposa [Marcela] algumas coisas que não conseguíamos antes. Saímos à noite, curtimos algumas festas e viajamos. Acaba que esse tempo livre ajuda um pouco”.

                             Mesmo com toda a curtição, Pedrinho não pensa em ficar muito tempo sem uma ocupação e revela algumas negociações para voltar à TV. “Ainda não há nada concreto, mas teve sondagem e estou vendo algumas situações. São ideias com canais de TV por assinatura. Gostei dessa coisa de comentarista. Participei de uma Copa, cobri outras coisa e não pensa em parar. Estou sempre assistindo jogos e me atualizando com os assuntos. Enquanto não retorno com isso, vou malhando e curtindo”, finalizou o comentarista demitido da Bandeirantes na última semana por corte de custos.

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