NILTON BATATA: campeão paulista pelo Santos em 1978

                         Nilton Pinheiro da Silva, mais conhecido como Nilton Batata, nasceu no município de Londrina (PR), em 5 de novembro de 1954. O futebol alegre e objetivo dos “pontas” foi morrendo na geração de Nilton Batata, marcante ponteiro direito que fez grande sucesso com a camisa do Santos e da Seleção Brasileira nos anos 70.

                          E por falar em “pontas”, antes da Copa do Mundo da Espanha em 1982, o humorista Jô Soares interpretava um simpático personagem em seu programa de humor “Viva o Gordo”, uma atração de grande audiência apresentada semanalmente pela Rede Globo de Televisão.

                          Com um palito de dentes no canto da boca, um chapeuzinho branco e uma camisa canarinho, Jô Soares deixava de lado sua paixão pelo Fluminense para viver um fanático torcedor chamado “Zé da Galera”.

                          Sempre de um orelhão, “Zé da Galera” telefonava regularmente para o técnico Telê Santana e manifestava seu descontentamento com o esquema tático da Seleção Brasileira. Depois de uma conversa acalorada, o irritado “Zé da Galera” completava sua indignação com uma pequena frase que ganhou popularidade em todo o Brasil: “Bota ponta na seleção Telê”.

                          Nilton Batata começou sua trajetória nas categorias amadoras do Clube Atlético Paranaense em 1971, clube onde também assinou seu primeiro compromisso profissional e foi lá que  Nilton Batata fazia de tudo para imitar o bailado do lendário Garrincha.

                          Também ignorando os apelos do “Zé da Galera”, o técnico Valdemar Carabina sufocou o talento de Nilton Batata. O ponteiro direito só voltou a driblar com seu costumeiro entusiasmo ao ser negociado com o Santos no findar de 1976.

                          Quando aquele rapazinho de franjinha no cabelo chegou na Vila Belmiro em 1977, ninguém imaginou o quanto seu estilo atrevido seria determinante no time que mais tarde ficou conhecido como “Os Meninos da Vila”.

                           E o técnico Chico Formiga não titubeou em apostar no talento da jovem linha de ataque, que até hoje é lembrada com carinho pelos torcedores: Nilton Batata, Aílton Lira, Juary, Pita e João Paulo. Em pouco tempo, o grande assunto dos críticos era o futebol alegre do time do Santos. Assediado pela imprensa, Chico Formiga procurava explicar o contagiante sucesso da garotada: É só deixar a turminha jogar. Se ficar fazendo muito desenho tático no quadro negro eles se confundem!

                          Jogando de forma vistosa, os “Meninos da Vila” atordoavam qualquer sistema defensivo, pouco preparados para deter deslocamentos em grande velocidade. Essa ousadia do visionário Formiga foi premiada com a conquista do título paulista de 1978, o primeiro depois da despedida oficial de Pelé em 1974.

                          O Campeonato Paulista de 1978 foi decidido em 3 partidas entre Santos e São Paulo, competição que só foi finalizada em julho de 1979. Com uma vitória santista na primeira partida por 2×1 e um empate na segunda partida por 1×1, o terceiro confronto foi vencido pelo São Paulo por 2×0. Com o empate em 0x0 na prorrogação, o Santos foi beneficiado pelo regulamento e ficou com o caneco de 1978.

28 de junho de 1979 – campeonato paulista fase final – Santos 0x2 São Paulo – Estádio Morumbi – Árbitro: João Leopoldo Ayeta – Gols: Zé Sérgio aos 26′ do primeiro tempo e Getúlio aos 5′ do segundo tempo – Expulsão: Aírton (São Paulo). 

Santos: Flávio; Nelsinho Baptista, Antônio Carlos, Neto (Fernando) e Gilberto; Zé Carlos, Toninho Vieira e Pita (Rubens Feijão); Nilton Batata, Juary e Claudinho. Técnico: Formiga. São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Tecão, Bezerra e Aírton; Chicão, Muricy Ramalho e Dario Pereyra (Tadei); Viana (Edu), Neca e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli.

                          Convocado pelo técnico Cláudio Coutinho, Nilton Batata fez sua primeira participação com a camisa canarinho em 17 de maio de 1979, no amistoso contra o Paraguai no Maracanã. O Brasil venceu o duelo por 6×0, com 2 gols de Nilton Batata, que ainda ofereceu ao público uma grande exibição. Mesmo com boas apresentações pelo escrete, Nilton Batata não foi mais lembrado nas convocações seguintes.

                          Ao deixar o Santos em 1981, Nilton Batata foi jogar no Toluca (México). Em seguida defendeu o América, lá permanecendo até o findar de 1983. Nilton Batata encerrou a carreira em 1988, como jogador no Fort Lauderdale dos Estados Unidos.

                           Nilton Pinheiro da Silva, o Nilton Batata, ponta-direita campeão paulista pelo Santos em 78, mora em Chicago, Illinois, Estados Unidos, onde é diretor das categorias de base do Chicago Soccers. Ele reside na América do Norte desde 1983.

Em pé: Gilberto Sorriso, Vitor, Joãozinho, Neto, Clodoaldo e Nelsinho Baptista    –     Agachados: Nilton Batata, Ailton Lira, Juary, Pita e João Paulo

Em pé: Marinho, Gérson Andreoti, Alfredo, Altevir, Ladinho e Gilberto   –     Agachados: massagista Toninho, Nilton Batata, Rotta, Evans, Tião Marçal e Nenê
1980    –    Em pé: Nelsinho Baptista, Márcio Rossini, Marolla, Joãozinho, Washington e Miro     –     Agachados: Nilton Batata, Toninho Vieira, Claudinho, Pita e João Paulo
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