ORTUNHO: conquistou inúmeros títulos pelo Grêmio

                                   Também lembrado no mundo da bola pelo apelido de “Ortunho”, Jorge Carlos Carneiro nasceu na cidade de Porto Alegre (RS), em 1 de outubro de 1935. O curioso apelido nasceu pela semelhança com o uruguaio Washington Ortuño, jogador do Peñarol e do selecionado uruguaio no mundial de 1950.

                                   Forte fisicamente, o gigante Ortunho iniciou a sua trajetória esportiva no início da década de 1950, nas fileiras amadoras do Sport Club Internacional (RS). Lateral-esquerdo de origem, embora também utilizado pelo corredor direito ou ainda como zagueiro, o jovem Ortunho passou depois pelas fileiras do Nacional Atlético Clube de Porto Alegre, agremiação que defendeu entre 1953 e 1955.

                                  Algumas fontes apontam ainda uma passagem pelo Grêmio Esportivo Força e Luz, antes de ser transferido de forma definitiva para o futebol carioca. Quando ainda jogava pelo Nacional Atlético Clube de Porto Alegre, Ortunho fez parte do combinado gaúcho que representou o Brasil na disputa do campeonato Pan-Americano de 1956, realizado no México.

                                  Sob o comando do treinador José Francisco Duarte Júnior, o afamado “Teté”, o combinado gaúcho faturou o título da competição. Foram quatro vitórias e apenas um empate por 2×2 diante da Argentina no último compromisso.

                                  Contratado em 1956 para compor o plantel do Club de Regatas Vasco da Gama (RJ), Ortunho foi apresentado em São Januário sem qualquer espécie de pompa! Todavia, naqueles tempos, o titular absoluto da lateral-esquerda vascaína era Antônio Evanil Silva, o dedicado “Coronel”, que durante muito tempo travou duelos inesquecíveis contra o fenomenal Garrincha.

                                  Com poucas oportunidades para ser efetivado como titular, Ortunho participou de títulos importantes vestindo a camisa do Vasco da Gama. Foi campeão carioca de 1956 e 1958, campeão do Torneio de Paris e do Troféu Teresa Herrera, ambos em 1957, bem como do Torneio Rio-São Paulo de 1958.

                                  Empolgado pelo interesse dos dirigentes do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (RS), o batalhador Ortunho encerrou o seu vínculo com o Vasco da Gama no segundo semestre de 1958. Pelo tricolor gaúcho, Ortunho não demorou para encontrar espaço e viveu o seu período mais produtivo no futebol, principalmente pelo merecido aproveitamento como titular absoluto.

                                   Faturou o Campeonato Gaúcho nas edições de 1959, 1960, 1962, 1963, 1964, 1965, como também o “Torneio Citadino” de Porto Alegre nos anos de 1959, 1960 e 1964. E por falar em Torneio Citadino, Ortunho também é lembrado pela garrafada que recebeu no “Grenal” de número 150, disputado em novembro de 1959. Com a cabeça repleta de ataduras, o valente lateral gremista ainda voltou ao gramado para consolidar o marcante triunfo sobre o Internacional pela contagem de 4×1.

                                   Mas, Ortunho passou por um momento especialmente delicado na temporada de 1966, quando sofreu uma séria contusão no joelho e fico afastado da equipe por um bom tempo! A infelicidade representou o seu pronto afastamento do combinado gaúcho, que brilhantemente representou o Brasil na disputa da Taça Bernardo O’Higgins. Contudo, o diagnóstico inicial do departamento médico do Grêmio não era tão pessimista como a opinião dos cariocas da então CBD (Confederação Brasileira de Desportos), que prontamente indicaram a necessidade de uma cirurgia.

                                   Para evitar qualquer dúvida, o Grêmio resolveu enviar o lateral-esquerdo para uma consulta na cidade de São Paulo com a equipe do Doutor João de Vicenzo, considerado na época uma das maiores autoridades no assunto. Felizmente, conforme orientações do Doutor Vicenzo, Ortunho voltou para Porto Alegre para dar continuidade ao tratamento intensivo, procedimento que evitou um afastamento excessivamente prolongado do jogador gremista.

                                   Apesar do esforço para voltar em forma aos gramados, Ortunho não foi mais o mesmo! Em 1967 foi cedido ao Esporte Clube Metropol (SC), equipe onde não permaneceu por muito tempo. Na temporada de 1968, Ortunho foi transferido para defender o Esporte Clube Cruzeiro (RS). Continuou jogando pelo Cruzeiro até os primeiros meses de 1971, quando definitivamente encerrou a carreira.

                                  Considerado um dos melhores laterais da história do Grêmio, Ortunho faz parte do “Esquadrão dos Sonhos do Grêmio”, conforme eleição publicada nas páginas da revista Placar número 1098, em novembro de 1994. Longe do futebol, Ortunho trabalhou no departamento de transportes da CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações), função que ocupou até a sua aposentadoria. Jorge Carlos Carneiro faleceu no dia 5 de dezembro de 2002 depois de sofrer uma parada cardíaca. O ex-jogador sofria de Diabetes.

 

1962   =     Em pé: Sérgio, Ortunho, Élton, Aírton Pavilhão, Irno e Mourão     –   Agachados: Adroaldo, Joãozinho, Gessi, Mílton e Vieira.
Em pé: Bruno, Irno, Ortunho, Calvet, Aírton Pavilhão e Élton     –       Agachados: o técnico Foguinho, Marino, Milton, Alfeu, Mengálvio, Jurandir e o massagista Ataíde
Em pé: Carlos Alberto Cavalheiro, Martim Francisco (técnico), Viana, Laerte, Dario, Orlando e Ortunho     –     Agachados: Sabará, Vavá, Pinga e Livinho
Em pé:  Orlando, Ênio Rodrigues, Ortunho, Arlindo, Élton e Aírton Pavilhão   =   Agachados: o mascote gremista, Marino, Gessy, Juarez, Milton e Vieira
Em pé: Carlos Alberto Cavalheiro, Ortunho, Bellini, Écio, Orlando e Coronel    –     Agachados: Sabará, Almir, Wilson Moreira, Rubens e Pinga

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