ZÉ MARIO: brilhou no Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama

                     José Mário de Almeida Barros, nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 1º de fevereiro de 1949. Foram poucos os jogadores que conquistaram por tantas vezes o campeonato carioca e a Taça Guanabara com camisas diferentes! 

                    No cenário carioca, com exceção do Botafogo, o médio-volante faturou títulos no Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama. *Zé Mário nunca jogou pelo Botafogo, mas comandou o time da “Estrela Solitária” tão logo iniciou sua trajetória como treinador em 1982.

                    Zé Mário, que ao longo de sua marcante carreira carregou o rótulo significativo de “Arrumador de Times”, não esperava chegar tão longe quando começou sua caminhada nas quadras de Futebol de Salão.

                    Diferente da realidade de muitos garotos que tentam vencer no mundo da bola, o pai de Zé Mário sempre foi um grande incentivador, que em certas ocasiões até tirava o menino da escola para jogar futebol. Seu primeiro palco foi no Futebol de Salão em 1964, pelo Magnatas Futebol de Salão. Em 1965 trocou de casa e continuou no esporte da “bola pesada” jogando pela Associação Atlética Vila Isabel.

                    Ainda em 1965 foi encaminhado ao infanto-juvenil do Fluminense Football Club, na época treinado pelo técnico Pinheiro. E mesmo que isso fosse um motivo de grande orgulho para o pai, os compromissos no Fluminense prejudicavam seus estudos no Colégio São Bento.

                    Com uma escolha difícil pela frente, Zé Mário deixou o time das Laranjeiras pelo projeto pessoal de ser um Engenheiro Eletrônico. Dessa forma, o garoto voltou ao Futebol de Salão. Mas em 1966, Zé Mário apareceu no juvenil do Bonsucesso Futebol Clube (RJ). Para não ser molestado nos estudos, os diretores do Bonsucesso concordaram em liberar o rapazola dos treinamentos.

                     E foi nas fileiras do mesmo Bonsucesso que o jovem Zé Mário assinou o primeiro compromisso profissional e disputou o campeonato carioca em 1970. Por questões de ordem contratual, Zé Mário foi premiado com o “Passe Livre”, o que facilitou bastante a sua posterior transferência para o Clube de Regatas do Flamengo em 1971.

                     Os primeiros tempos na Gávea foram difíceis. Com o passe em mãos, Zé Mário ficou vários meses treinando sem receber salário. Apelidado pelos companheiros como “Pinóquio”, “Narigueta” e “Dustin Hoffman”, por sua grande semelhança com o ator norte-americano, Zé Mário era dono de um estilo clássico, sem que isso o impedisse de ser um excelente marcador.

                      Vestindo a camisa do Flamengo, Zé Mário foi campeão da Taça Guanabara nas edições de 1972 e 1973, do Torneio do Povo em 1972, além dos títulos cariocas de 1972 e 1974. Nesse período, Zé Mário disputou 126 compromissos pelo time da Gávea. Foram 63 vitórias, 45 empates, 18 derrotas e 5 gols marcados.

                       Na temporada de 1975, Zé Mário voltou para defender o Fluminense e fez parte do famoso time que ficou conhecido como “A Máquina”. Foi Campeão da Taça Guanabara e campeão carioca. No ano seguinte seus direitos foram negociados com o Club de Regatas Vasco da Gama. Bem avaliado nos exames médicos, o preparador físico Djalma Cavalcanti afirmou que o condicionamento físico de Zé Mário era realmente fora do comum!

                       Em janeiro de 1979, Zé Mário foi anunciado no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (RS). Mas, por questões provavelmente contratuais, o negócio foi desfeito! No mês de agosto do mesmo ano, depois de desentendimentos com o treinador Carlos Froner, o médio-volante foi emprestado pelo Vasco ao São José Esporte Clube (SP).

                       De volta ao Vasco, Zé Mário permaneceu em São Januário até o início de 1980. Conquistou a Taça Guanabara de 1976 e 1977, além do Campeonato Carioca de 1977 e o vice-Campeonato Brasileiro de 1979.

                       Conforme entrevista publicada no site “globoesporte.globo.com”, Zé Mário falou de sua importante passagem pelo Vasco da Gama: “O Vasco foi o time em que mais me identifiquei”. Contratado pela Associação Portuguesa de Desportos (SP) em 1980, Zé Mário permaneceu no time do Canindé até 1982, ano em que também encerrou sua trajetória nos gramados.

TREINADOR

                        Em 1982 iniciou o trabalho como treinador no Botafogo de Futebol e Regatas (RJ). Além do Botafogo, Zé Mário comandou várias equipes no cenário nacional e internacional: Zé Mário orientou o Ceará (CE), Ferroviário (CE), Goiás (GO), Flamengo (PI), América (RJ), Internacional (RS), Figueirense (SC) e o Guarani de Campinas (SP), além de passagens pelo futebol japonês e do mundo árabe.

                        Seus principais títulos como treinador foram o Campeonato Goiano de 1987 e de 1991 pelo Goiás; o Campeonato Japonês de 1998 pelo Kashima Antlers, além de várias conquistas no futebol árabe.

Em pé: Orlando, Leão, Gaúcho, Ivan, Paulinho e Paulo César   –     Agachados: Katinha, Paulo Roberto, Roberto Dinamite, Zé Mário e Wilsinho
Em pé: Félix, Toninho, Edinho, Silveira, Zé Mário e Marco Antonio    –     Agachados: Búfalo Gil, Kléber, Manfrini, Rivelino e Zé Roberto
1973   –   Em pé:  Renato, Moreira, Fred, Tinho, Liminha e Rodrigues Neto    –     Agachados: Rogério, Zé Mario, Dario, Zico e Marquinhos

 

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