CLÁUDIO: brilhou no Corinthians e no Internacional / RS

                                Cláudio João Danni nasceu dia 22 de fevereiro de 1942, na cidade de Canoas (RS). Defendeu o Internacional de Porto Alegre, Corinthians, Cruzeiro e Seleção Brasileira. Como não lembrar do futebol nos tempos de escola? Como esquecer dos minutos roubados nos intervalos das aulas; das bolas improvisadas, ou ainda do emocionante clima dos torneios internos ou externos?

                                 Aluno do Externato São Luiz, seu desenfreado interesse pelo futebol o fazia jogar qualquer pelada em qualquer canto da escola; até como goleiro! Mais tarde, seu nome ganhou fama no futebol amador da região, época em que jogava como lateral-esquerdo e quarto-zagueiro.

                                 Depois de se revelar um craque nos torneios inter séries no então Externato São Luiz (hoje Centro Educacional La Salle), no Esporte Clube Oriente (jogou apenas uma partida), Esporte Clube Brasil (duas partidas) e no E. C. Cometa, todos clubes de Canoas (RS), de onde despontou para tornar-se um craque, acabou indo para os juvenis do Sport Club Internacional, em 1959 levado pelo então jogador do extinto Grêmio Esportivo Renner e Esporte Clube Cruzeiro, o professor de Educação Física, Pedro Ário Figueiró, que também foi meu professor de Educação Física no ainda Externato São Luiz.

                                 Campeão na categoria juvenil, Cláudio Danni foi aproveitado nos Aspirantes do Internacional antes de ser lançado no time principal. Campeão gaúcho de 1961, o Internacional do jovem Cláudio Danni realizou 22 partidas para faturar o título. Foram 16 vitórias, 4 empates, 2 derrotas e 56 gols marcados. O quarto-zagueiro da cidade de Canoas também foi lembrado para servir o escrete canarinho, tanto no selecionado de “Novos” como também na formação principal, onde fez 13 jogos com a camisa da seleção brasileira (inclusive a final da Copa Roca de 1963, quando o Brasil sagrou-se campeão contra a Argentina, no Maracanã).  

                                 No segundo semestre de 1963, o futebol de Cláudio Danni despertou forte interesse dos dirigentes do Sport Club Corinthians Paulista. No Parque São Jorge, Cláudio Danni não encontrou maiores dificuldades em sua adaptação, graças ao acolhimento sempre amigável de Oreco, o conterrâneo gaúcho que chegou ao Corinthians em 1957.

                                 Abaixo, uma das participações de Cláudio no campeonato paulista de 1964, quando disputou várias partidas na composição de meia-cancha, ao lado de Édson Cegonha:

15 de julho de 1964 – Campeonato paulista – Corinthians 2×1 Botafogo de Ribeirão Preto – Estádio Alfredo Schurig – Árbitro: Valdemar Antônio de Oliveira – Gols: Flávio aos 31’ e Alex aos 36’ do primeiro tempo; Flávio aos 15’ do segundo tempo.

Corinthians: Heitor; Ari Ercílio, Clóvis e Oreco; Édson e Cláudio; Marcos, Luizinho, Silva, Flávio e Bazzani. Botafogo: Expedito; Ditinho, Veríssimo e Maciel; Berguinho e Carlucci; Zuino, Alex, Antoninho, Adalberto e Gaze. 

                                  Depois de 54 jogos e o título paulista de Aspirantes de 1964, Cláudio Danni deixou o Corinthians em 1966, quando seu passe foi negociado com o Cruzeiro de Belo Horizonte. Campeão da Taça Brasil de 1966 e bicampeão mineiro nas edições de 1966 e 1967, Cláudio Danni permaneceu no Cruzeiro até 1968. Algumas fontes registram ainda uma rápida passagem pelo América de Cali (Colômbia) em 1967.

                                  Abaixo, uma das participações de Cláudio na grande campanha do Cruzeiro na Taça Brasil de 1966:

23 de outubro de 1966 – Taça Brasil – Cruzeiro 2×1 Grêmio – Estádio do Mineirão – Árbitro: Cláudio Magalhães – Gols: Vieira aos 47′, Marco Antônio aos 51′ e Tostão aos 61‘ do segundo tempo.

Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, William, Cláudio e Hilton Chaves; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo (Marco Antônio) e Hilton Oliveira. Grêmio: Arlindo; Altemir, Aírton, Áureo e Everaldo; Sérgio Lopes e Paíca; Vieira, Joãozinho, Alcindo e Volmir.

                                   Em seguida, Cláudio Danni voltou ao futebol gaúcho para encerrar a carreira em 1970, pelo Cruzeiro de Porto Alegre, cidade onde fixou moradia.

                                   Poucos gaúchos e canoenses lembram desse grande craque, CANOENSE NATO, que jogou 13 partidas pela equipe principal da Seleção Brasileira de Futebol, no ano de 1963, quando era treinador Aimoré Moreira.

                                   Sua trajetória com a camisa verde-amarela da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), teve início em 1963, jogando como quarto-zagueiro da Seleção Brasileira de Novos, quando foi o capitão da equipe e o Brasil conquistou o Vice-Campeonato.

                                   No mesmo ano foi convocado por Aimoré Moreira para integrar a Seleção Brasileira de Futebol (a principal). Jogando ao lado de grandes craques (vide foto), Cláudio Danni foi Campeão da Copa Roca de 1963, e fez parte da mesma Seleção que excursionou por diversos países da Europa, entre os quais: Portugal, Egito, França, Itália, Bélgica, Holanda e Alemanha. Cláudio teve entre seus companheiros de Seleção: Jorge Lobo Zagallo, Gerson “o Papagaio? e Coutinho, então reservas.

                                   Enquanto jogou pelo Internacional, de Porto Alegre (1961 / 1962), que o revelou para o futebol brasileiro, então ainda no antigo Estádio dos Eucaliptos, Cláudio Danni jogou ao lado de craques, como: Larry Pinto de Farias, Sérgio Lopes, Gainete, entre outros.
Foram seus técnicos: Abílio dos Reis (nos tempos de juvenis), Francisco Duarte Júnior (o Teté, que conquistou o II Campeonato Pan-Americano, em 1956, com a Seleção Gaúcha representando o Brasil); capitão Cunha; capitão Fronner; professor Pedro Ário Figueiró ou Pedrinho II; capitão Brunelli e Sérgio Moacir Torres Nunes, que foi goleiro do Grêmio e da Seleção Brasileira, formada só por jogadores gaúchos, que conquistou o Panamericano de 1956, no México.
No Corinthians (1963/1966) foram seus treinadores: Rato, Deldébio, Roberto Belangiero, Paulo Amaral e Cláudio Brandão. No Cruzeiro, de Minas, (66/67) o técnico foi Airton Moreira.

HISTÓRIAS DE BASTIDOR

                               Uma das histórias que foi contada por Cláudio Danni, em 2003, foi quando na excursão à Europa a Seleção havia levado um único goleiro e que se machucara. A preocupação dos dirigentes era mandar buscar no Brasil um goleiro substituto diante da quase impossibilidade de condições de jogo do titular. No treino Cláudio DAnni vestiu a camisa de goleiro e se saiu muito bem. Paulo Nascimento, que o vira treinar, perguntou: “Se for preciso tu topa jogar de goleiro??. Com a afirmativa de Cláudio, não chamaram o substituto e nem Cláudio precisou jogar como goleiro porque o titular havia se recuperado a tempo de jogar, mas Cláudio continuou na quarta-zaga. Porém, na súmula seu nome constava também como goleiro substituto.

                               Seu último Gre-Nal como aspirante Cláudio  entrou em campo e jogou toda a partida de cabeça enfaixada. A certa altura do jogo Cláudio driblou os adversários da grande área do seu Internacional até à entrada da área do Grêmio, e aí lançou o centroavante Poeira que foi derrubado por Renato. O juiz marcou pênalti. Final, Inter 1 x 0, resultado que deu o título estadual ao clube Colorado.

Em pé: Djalma Santos, Zito, Altair, Cláudio, Gylmar e Mauro    –    Agachados: Dorval, Mengálvio, Amarildo, Pelé e Pepe.
Em pé: Neco, Cláudio, Barbosinha, Ari Ercílio, Jorge Correia e Mendes      –     Agachados: roupeiro Romeu, Sérgio Echigo, Manuelzinho, Osmar, Rivelino e Bazani 
Em pé: Neco, Claudio, Mendes, Edson, Barbosinha e Gilberto    –      Agachados: Sergio Echigo, Manoelzinho, Osmar, Rivelino e Lima
Em pé: Amaro, Oreco, Cláudio, Eduardo, Ari Clemente e Heitor     –     Agachados: Marcos, Davi, Silva, Bazani e Lima
Inter campeão gaúcho de 1961. Em pé: Ezequiel, Ari Ercílio, Silveira, Zangão, Kim e Cláudio     –     Agachados: Sapiranga, Flávio Minuano, Alfeu, Osvaldinho e Gilberto
Da esquerda para a direita – Djalma Santos, Zito, Pelé, Pepe e Cláudio
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